Histórico Federer, eu vi

Antes de prosseguir com a minha narrativa, devo dizer algumas coisas a vocês: sou um completo analfabeto quando o assunto é tênis. Não tenho a mínima idéia do que seja um forehand, um backhand, etc, etc. Perco-me quase que completamente com aquele sistema de pontuação estranho. Confesso que na época do Guga tive saco de ver umas duas decisões de Roland Garros e talvez estes tenham sido os dois únicos jogos de tênis completos que vi na vida.

Portanto, se quiserem ver comentários mais profissionais sobre tênis, dirijam-se ao Miúdo Recruzado (blog do Bruno) ou esperam o Pera comentar algo por aqui (aliás, aparece aí pra comentar algo, pô!).

Feitos tais esclarecimentos, sigamos.

Os “deuses do esporte” (desculpem-me o uso desta expressão de Galvão Bueno) devem ter feito um acordo hoje pra fazer com que eu visse um momento histórico do tênis. Estava zapeando na TV hoje à tarde, quando, sem mais nem menos, parei no Sportv. “Pô, que legal, final de Winbledon. Ah, quer saber, próximo canal…”, pensei. Quando ia mudar, o narrador mandou um “Histórico ponto. É o ponto do título para Roger Federer!” ou algo do tipo.

Parei imediatamente. Apesar de conhecer pouco de tênis, algumas informações básicas eu tinha em mãos para saber que aquele seria um momento histórico. Federer tinha 14 títulos de Grand Slam (por que 4 torneios do mundo são os mais importantes do tênis é outra informação que desconheço e que estou com preguiça de pesquisar) e estava empatado com o norte-americano Pete Sampras.

Já tinha ouvido muita gente dizendo que, mesmo sem mais títulos, Federer já podia ser considerado o melhor de todos os tempos no esporte. Contudo, Sampras poderia alegar em qualquer conversa de bar o seguinte: “É, cês podem até achar ele o melhor, mas ele tem o mesmo tanto de Grand Slams que eu! hehehe”.

E eis que na hora que eu parei para ver o ponto final histórico, quem a TV mostra? Pete Sampras. O vídeo está aí embaixo. Vejam a cara dele. Um sorrisinho meio sem graça, talvez um pensamento do tipo “Que é que eu vou dizer no boteco lá da esquina? Que agora eu não sou o melhor?” e, posteriormente, o ponto que consagraria Federer como o melhor de todos os tempos, em definitivo.

Falando sério, foi a primeira vez que eu vi a cara de um ”melhor de todos os tempos” num esporte a ponto de ver outro lhe roubar este posto. Pode até ser que Federer já fosse mesmo o melhor, mas Sampras sempre poderia alegar a igualdade no número de Grand Slams. Ao sorrir no segundo anterior ao ponto histórico de Federer, ele sabia que a sua majestade, em definitivo, havia chegado ao fim.

Como grande campeão que foi, Sampras rendeu-se ao talento do suíco Federer. “Para mim, Federer é o maior. O cara é uma lenda. Um ícone. Ele dá crédito ao tênis”, disse o norte-americano após a partida.

Se daqui a 50 anos o recorde de Federer ainda permanecer, eu, mesmo sem ter visto uma mísera partida do suíço em sei lá quantos anos de carreira, afirmarei: “Garanto-lhes que vi o tal de Federer fazer história” e descreverei o seu último ponto em Winbledon com detalhes, além de falar da cara do Sampras. Talvez até me achem um especialista em história do tênis.

Hehehe.

P.S.: semana passada, eu vi no caderno de Esportes da Folha a história de um brasileiro, Tiago Ruffoni, que aplicou o primeiro ”pneu” (se não me engano, vencer um set por 6 a 0) em Federer quando ambos eram juvenis. Na reportagem, havia a informação de que o suíço tinha tomado, na vida inteira, apenas 6 “pneus”. Dizia-se também que Tiago escreveu em seu diário após a partida que Federer era “irregular” e tinha dificuldade em manter a bola em quadra. Se eu fosse o suíço, marcava dia, data e hora pra vingança! :)

P.S.II: só pra vocês saberem, Tiago não seguiu na carreira de tenista por conta de lesões. Diacho, não consigo achar a matéria da Folha pra linkar por aqui…

Acima das nuvens

Caro leitor,

antes de clicar no link abaixo, saiba de duas coisas: (i) ele traz fotos de um episódio bem legal da viagem de férias que fiz, mas as fotos são amadoras; (ii) se você quiser algo profissional neste sentido, vá ao blog da Lúcia Malla – ele está aí à direita. Aliás, toda semana a gente vê cada foto mais bonita que a outra (essas aqui do Alpes são simplesmente espetaculares).

Bem, os avisos foram feitos…

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15 anos de Plano Real (2)

O Gustavo Franco escreveu hoje um artigo no Valor com o título “Plano Real, 15 anos em perspectiva”. Li na edição impressa mas não consegui acessá-lo para colocar o link pra vocês (na página do jornal, está disponível somente para assinantes). O artigo é interessante porque conta um pouco da história envolvida na implantação da nova moeda. Duas coisas me chamaram a atenção no texto.

A primeira delas foi uma tabela – reproduzida abaixo – com os dados históricos de inflação dos padrões monetários que o Brasil teve desde nov/1942. Como história pra mim é algo vital, percebam que praticamente durante 52 anos (42-94) o país teve a inflação no seu DNA. Tudo bem que são outros tempos, outras prioridades, outro mundo, etc, etc., mas vejam que de 70 em diante a nossa moeda tava a caminho do que hoje ocorre no Zimbábue. O Plano Real ter acabado com isso não é um mérito que deve ser minimizado ou menosprezado.

inflacao_historica_brasil

A segunda coisa foi o parágrafo final do texto. Apesar de puxar a sardinha pra sua brasa ao mandar um “a genética pode ser mais relevante que o padrasto”, eu concordo em linhas gerais com o que Gustavo Franco expôs, principalmente com o trecho grifado. Vejam:

Aos 15 anos de idade, portanto, nossa moeda vai bem, e o país observa suas possibilidades futuras com mais otimismo do que em qualquer outro momento da nossa história. É ótimo que o Real seja percebido, cada vez mais claramente, como uma obra coletiva: no critério de tempo de serviço, estritamente falando, os 15 anos se dividem em 8 do PSDB, 1/2 para Itamar Franco e 6 1/2 para Lula. A rigor, a distribuição dos méritos não deveria ser bem esta, pois a genética pode ser mais relevante que o padrasto, ou não, mas pouco importa. O apreço pela coisa pública – e não há coisa mais pública que a moeda – começa com o desprendimento, ou com o sentimento de que ela não pertence a ninguém senão ao país.

É isso aí mesmo: o país só vai pra frente quando certas melhorias são transformadas em políticas de Estado e não em políticas de governo. Do mesmo jeito que o Lula manteve o Real forte, através do controle da inflação, espera-se, por exemplo, que igualmente seu sucessor mantenha o Bolsa Família funcionando a pleno vapor. São com estes pequenos passos que avançamos para nos tornarmos o “país do futuro” algum dia (espero estar vivo para ver isto ainda).

Impostos: um interessante estudo do IPEA

Você provavelmente já deve estar cansado de ver manchetes de jornais com afirmações do tipo “Brasileiros trabalham X dias só para pagar impostos” ou “Carga tributária aumenta X% e chega a X% do PIB”. Criou-se até um Impostômetro pra medir quanto de imposto foi arrecado pelas três esferas de governo no Brasil.

Pois bem, ao ver tais manchetes sempre senti falta de uma análise um pouco mais detalhada do porquê desta alta carga tributária, principalmente no que diz respeito a como era gasto esta montanha de dinheiro que pagamos todo ano.

O IPEA divulgou ontem um estudo neste sentido. Chamado de “Receita Pública: quem paga e como se gasta no Brasil”, a análise feita pela órgão é interessante pois dá um pontapé inicial para qualificar melhor esta discussão de que no país se paga muito imposto para nada. Ou, parafraseando o Delfim Netto, de que vivemos num país que pode ser chamado de Ingana (impostos da Inglaterra com serviços de Gana).

Para ler sobre o que eu achei do estudo, clique no link abaixo – vá com calma, o negócio está um pouco extenso.

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15 anos de Plano Real

1realPara iniciar este texto, uma citação daqui.

“Em 1992, apenas quatro países em todo mundo tiveram inflação superior a 1.000% – Rússia, Ucrânia, Zaire e Brasil. Este é o cenário da economia brasileira antes do Plano Real e o principal motivo que levou a equipe econômica do presidente Itamar Franco a apresentar mais uma tentativa de reorganizar a política fiscal e monetária do País. Em 1º de julho de 2009 o Plano Real comemora 15 anos de sua moeda e o fato de ter alcançado seu principal objetivo. Nestes últimos 15 anos, a inflação acumulada no Brasil foi de 244%, ou 9% dos 2.477% registrados apenas no ano de 1993.”

Só para termos uma idéia, a inflação acumulada nos 14 anos e meio anteriores ao Plano Real foi de 11.252.275.628.119% (IPCA/IBGE). Ou seja, é impossível não falar deste importante e exitoso plano de estabilização, o qual completará 15 anos amanhã.

Como acredito que vou me alongar um pouco na discussão, se você quiser continuar a ler o texto, clique no link abaixo. E acreditem que eu farei de tudo para que o texto não seja voltado exclusivamente para economistas.

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De volta à vida real

Galera, minhas férias acabaram. Volto a escrever com alguma frequência aqui pro blog a partir de agora.

Sobre as férias em si, “espetacular” é a palavra que posso usar a respeito delas. Viajei pra um lugar muito bonito e se eu tivesse 10% da capacidade que a Lúcia Malla tem pra fazer diários de viagem, eu faria algo do tipo. Como eu não tenho, não vou enchê-los com descrições tolas. Apenas digo o seguinte: vi neve pela primeira vez na vida. Aquilo é espetacular mesmo, daqueles fenônemos que faz você acreditar o quão complexo e bonito é o nosso mundo. Também estive acima das nuvens e se eu arranjar uma foto que ficou boa deste momento ímpar, juro que posto por aqui.

Fiquei quase 10 dias sem ver TV nem acessar internet. Foi de propósito mesmo. Parece que você fica mais leve, sei lá, uma falsa sensação de que os problemas do mundo não te atingirão. Lógico que isso, se feito por muito tempo, leva a uma alienação absurda: eu, por exemplo, estava numa zona afetada pela influenza H1N1 e nem me dava conta disso. O problema simplesmente parecia não existir para mim. Agora é aguardar mais 7 dias pra confirmar que esse troço de fato não me atingiu.

O engraçado foi a “atualização” de notícias que tive na própria fila do check-in no aeroporto. O Michael Jackson já tinha morrido há quase 1 dia e eu não sabia de absolutamente nada. Aliás, foi bom ter ficado sem esse tipo de notícia: sei lá, não gostava do cantor e não tenho uma música sequer dele no meu mp3 player, mas o simples fato da morte dele parece que torna as coisas um pouco mais tristes. Algo que eu não consigo explicar, por mais que tente.

Estes quase 10 dias sem internet fizeram com que uns 7 comentários ficassem represados na moderação, um número elevadíssimo para este blog. Vi que o post sobre o documentário do Simonal deu um bom pano pra manga e pretendo escrever com mais calma, algum dia, sobre ele. O que vejo ainda é muita raiva sobre o cara, dando-lhe um poder de “delator artístico da ditadura” que simplesmente, ao meu ver, ele não tinha. Foi disso que tentei falar no post, elogiando o documentário por apresentar tal ponto de vista. O Samurai já tinha apresentado uma tese interessante sobre o documentário, o que, quando comentei por lá, disse que daria material para um outro documentário. Mas, enfim, alongo-me mais sobre o assunto num outro dia de maior inspiração.

Dei também um tempo na leitura de “Os Irmãos Karamazovi” durante as férias. Aliás, o número de posts deve se reduzir um pouco por conta da leitura deste extenso livro. Prometo que falo dele assim que terminar a leitura. Devo ter lido uns 2/5 dele e, por enquanto, o livro está espetacular.

Enfim, o ruim das férias é que elas acabam. O bom é que voltamos a fazer coisas legais do nosso dia-a-dia, tal como escrever no blog. :)

Férias!

É isso aí. Estou de férias por duas semanas e pretendo não escrever nada por aqui neste período. Comentários serão liberados e talvez eu responda a algum deles.

Mas, enfim, vou viajar e descansar bastante. Espero voltar com energias renovadas.

Até mais!

E eu reclamando do meu trabalho…

Rotina dura mesmo quem tem é esse cara do comercial.

P.S.: comercial muito bem bolado e que, acima de tudo, mostra o produto de uma maneira bem criativa.

Sete Vidas

setevidas“Sete Vidas, com Will Smith, merece um lugar nessa lista.”

A frase acima foi escrita pela Tati num comentário do post sobre os melhores filmes de 2008. Eu nem sabia que filme era esse (até por isso não poderia colocá-lo na lista dos meus melhores do ano passado), mas fiquei com o nome na cabeça. Como tenho bastante consideração pelos comentários aqui feitos, disse a mim mesmo que veria o filme tão logo ele chegasse nas locadoras.

Pois bem, na locadora aqui do bairro ele chegou na sexta-feira e eu o aluguei.

Pensei muito antes de escrever este post, tentando achar uma maneira de fazer uma sinopse (coisa que sempre faço quando comento os filmes) sem estragar a surpresa pra quem não viu “Sete Vidas”. Bem, não consegui. Simplesmente não vou falar do filme porque se eu o fizer, com certeza vou contar alguma coisa importante e farei com que vocês percam a surpresa que o filme reserva bem lá no final.

É, é isso mesmo. Você só entende tudo que acontece lá no finalzinho do filme. Você tem até algumas pistas antes, mas só comprende mesmo tudo se ficar e assistir até o fim. Por isso, eu digo: tenham muita fé. Parece que não tem sentido, parece que a história não vai acabar, mas ela acaba e eu garanto que vocês entenderão tudo o que aconteceu.

E este é o mérito do filme. Ele é um baita drama com requintes de suspense, que guarda o segredo do protagonista Ben Thomas (Will Smith) até o finzinho mesmo. Você com certeza fará perguntas como “Pô, o que ele tá fazendo?”, “Quem é esse mané afinal?”, “Ele tá de sacanagem?”, “Será que ele tem algum poder sobrenatural?” e outras parecidas. Todas elas serão respondidas.

Will Smith mais uma vez tem uma grande atuação. Ele é um dos responsáveis por não revelar o que acontecerá ou o porquê de suas ações. Os outros dois são o diretor, Gabriele Muccino, e o escritor da trama, Grant Nieporte. Aos três, meus sinceros parabéns.

Voltando ao início do post, Tati estava certa. Tivesse eu visto “Sete Vidas” em 2008 e ele teria entrado na lista dos meus melhores do ano. Filme mais do que recomendado, que inclusive defende uma causa nobre (obviamente, não a contarei aqui). Só lhes dou uma dica adicional para verem o filme: não leiam sinopses sobre ele, aliás, nem vejam nada que diga respeito ao filme. Qualquer informaçãozinha que vocês tiverem e a surpresa se estraga. Aposto que vocês me dirão depois o quão válida foi esta dica.

Sábado Musical, n° 2

Há 20 anos atrás, acontecia o Massacre da Praça da Paz Celestial. Pedro Dória fez ótima análise sobre o evento; NPTO exaltou a coragem daquele carinha que ficou na frente dos tanques.

Eram os ventos da mudança, soprando na China e no Leste Europeu. Se aquela não mudou muito politicamente, economicamente houve uma completa transformação. Quanto ao Leste Europeu, nem preciso dizer nada.

A música abaixo exalta estes ventos da mudança. Um daqueles clássicos eternos, que todos sabem cantar.

Bom fim de semana!

Scorpions, “Wind of Change” (1990)

Bill is dead

david_carradine6

E olha que não foi a Noiva que o matou

É, o Bill morreu.

Tudo bem, você pode achar que David Carradine é o eterno “Gafanhoto” de Kung-fu (o Hermenauta fez até um post com o título “Adeus Gafanhoto”). Você pode até achar que ele não era o cara certo pra fazer o papel do Bill (o Samurai, por exemplo, disse que o Warren Beatty teria dado mais charme ao personagem).

Porém, eu não vi um episódio sequer da série “Kung-fu”. E vi os dois “Kill Bill”. Achei sensacional o Volume 1 e melhor ainda o Volume 2. Como é então que eu vou chamar Carradine de outro nome que não Bill?

Aliás, parece que ele se matou. E não foi com a infame Five Point Palm Exploding Heart Technique mas sim se enforcando. O que é triste e nos leva a pensar o que se passou na cabeça da pessoa quando quis tirar a sua própria vida.

Enfim, Carradine: para mim, você será o eterno Bill. Mesmo que em um passado longínquo tenha sido um inseto aí da vida. 

P.S.: coloquei este post na categoria Quadrinhos porque a teoria de Bill sobre o Superman e a raça humana é um tanto quanto interessante. Os diálogos espetaculares de Kill Bill 2 podem ser vistos aqui. A teoria sobre o Superman você vê clicando no link abaixo.

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AF447 e a histeria dos portais

Toda a nossa solidariedade às vítimas do AF447. Um milagre até pode ter acontecido, mas a probabilidade é baixíssima. Enfim, pra alguém que tem muito medo de avião como eu, esse fato só deixa tristeza e consternação.

Não vou divagar sobre o acidente. Se quiserem ver o melhor texto sobre a queda do avião, vejam este post do Hermenauta. O cara conseguiu escrever e informar melhor que toda a imprensa escrita, falada e televisionada do país no dia de hoje. Depois de lerem o texto, digam se eu exagerei na afirmação anterior.

Eu quero falar mesmo é da afobação dos portais de internet com o acidente. Uma colega do meu trabalho conseguiu pegar isso aqui no Terra, por volta de 14h15:

terra_barriga_1

Viram isso? Os caras já tinham preparado uma notícia sobre o encontro do avião no Oceano Atlântico. Ao clicar no respectivo link, nenhuma página abria. Notem que, entre parênteses, há uma mensagem clara: N PUBLICAR. Eu entendi como “não publicar”. Aposto que se encontrassem o avião, o Terra mandaria a notícia pra primeira página do portal, mesmo sem conteúdo algum.

Só pra comprovar a afobação, veja esta mesma página acima, acessada 2 minutos depois:

terra_barriga_2

A minha colega deu sorte de pegar tal “barriga”. Mas o ponto pra mim é o seguinte: quando ocorre um evento como a queda do AF447, os portais de internet (alguns deles ligados a grandes grupos jornalísticos nacionais) criam uma histeria coletiva de informações. Qualquer coisa que aparece, eles colocam. É uma avalanche de informações sem apuração e muita, mas muita, especulação. Só hoje, li “n” explicações para o acidente: raio, turbulência, pane elétrica, bomba…

O que interessa pra eles é colocar qualquer coisa, contanto que dêem “furos”. Pra mim, ao fazerem isso, eles só prestam um grande desserviço à população. É por isso que o texto do Hermenauta bastou para que eu compreendesse o que estava ocorrendo.

Como relembrar é viver, o UOL já fez algo pior. Quando Mário Covas estava nas últimas, o portal já tinha colocado uma página ativa com a chamada da morte do ex-governador. A razão é óbvia: publicar, ao primeiro segundo da morte de Covas, uma chamada sobre o fato na página principal do portal.

Olha, eu não sei como estes caras que tocam UOL, iG, Terra, G1, Estadão, etc, etc., enxergam o negócio da informação na era da internet. Talvez eles achem que as coisas devam ser tão rápidas que a qualidade é um detalhe pequenino. Bem, pra mim não é. E é por isso que eu me recuso a ler qualquer coisa sobre o acidente do AF447 até que a histeria geral tenha passado.

Entrevista (ruim) de FHC na Rolling Stone

rollingstone_capa_155Tudo bem, eu já qualifiquei a entrevista no próprio título do post. Mas, pra amenizar um pouco as coisas, coloco a capa da Rolling Stone de maio aí ao lado. Preferia falar da Fernanda Machado, mas infelizmente este blog não é coluna social. Então tenho que falar da entrevista do FHC na revista que tem a dona aí do lado na capa. A entrevista foi ruim, mas a esperteza dos editores da revista não: tivessem eles colocado o FHC, a revista não teria vendido 10 exemplares. 

À entrevista, ora pois.

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Comentários: muda tudo de novo

Essa é rápida: mudei de novo a forma de responder os comentários. A ideia anterior (responder em itálico dentro do próprio comentário) aparentemente deu errado porque acho que ninguém notava as minhas respostas. O dr. vtYojr me alertou pra isso e, então, após menos de 1 semana, volto a responder os comentários da maneira antiga (ou seja, colocando um comentário meu).

A única diferença é que uma resposta minha a um comentário fica alinhada a este, bem como respostas dos leitores à comentários feitos.

Enfim, é por conta desta nova mudança que “apareceram” vários comentários meus à direita (na verdade, eu só transformei as respostas que dei durante esta semana em comentários).

Prometo: não mudo de novo esse negócio tão cedo (dá um baita de um trabalhão).

Sábado Musical, n° 1

Vamos ver se essa série dura. A idéia é a de colocar uma música, selecionada aleatoriamente da minha biblioteca, aos sábados. A primeira segue hoje. Vamos ver o que aparece. Ah, eu tenho que gostar bastante da música pra ela aparecer aqui.

“Wishlist”, Pearl Jam (’98)

Não podia começar melhor. Uma das melhorias poesias de Eddie Vedder e uma das melhorias melodias do Pearl Jam. “Sábado Musical” estreia, sem dúvida alguma, com o pé direito. Ou não?

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