Ontem cheguei bastante cansado em casa. Era tarde. Precisava de algo para me distrair. Nestes casos, a TV sempre é uma boa opção. Mais ainda quando te dão alguns dias de lambuja com todos os canais Telecine abertos. Naquele horário, dois filmes me chamavam a atenção: “E se fosse verdade…” (Just like Heaven, 2005, dirigido por Mark Waters) no Telecine Pipoca e “Transamérica” no Cult. Não tive dúvida: fui na primeira opção pelos motivos expostos no início do post.
E não é que o filmezinho até que é bem bacana? Pô, não esperava que a película fosse uma obra do Kubrick ou do Kurasawa (aliás, se fosse um filme de qualquer um dos dois, na condição que eu estava, dormiria fácil…), mas sim uma comedinha romântica bobinha, com algumas sacadas legais e com um roteiro criativo. Bem, tais expectativas foram bem atendidas.
Vejam o mote do filme: tem uma médica bem workaholic chamada Elizabeth (Reese Witherspoon) que sofre um acidente de carro. Corte seco. Aí aparece um cara triste pra caramba chamado David (Mark Ruffalo), que procura um apartamento bacana pra viver. Ele consegue então alugar o antigo apartamento de Elizabeth, todo mobiliado. O cara tá numa depressão lascada e, do nada, aparece a tal da moça como se fosse um espírito, enchendo o saco dele. “Por que você tá na minha casa? Por que você tá usando minhas coisas?”, etc, etc, é só o que ela fala. E tome encheção de saco pra cima do perturbado rapaz.
A trama vai se desenrolando e os dois então descobrem que ela na verdade está em coma e só o cara vê a espécie de “espírito” dela que fica vagando por aí. Daí, por motivos óbvios, os dois, que são bem diferentes, vão (adivinhem só!) se apaixonando um pelo outro. Bobo, tolo. Porém engraçado e divertido. Principalmente nas cenas em que o cara chama padre, benzedeira, caça-fantasma e o diabo a quatro pra se livrar do “espírito” de Elizabeth…
Então, já sabe: se tiver em casa à toa, precisando de algo bacaninha para se divertir e dar umas risadinhas, veja este filme. Aos possíveis críticos e cinéfilos de plantão, já aviso: não estou dizendo que este é um filmão, ele é apenas uma ótima diversão. Foi bem feito e bem tramado. Além do que a Witherspoon mata a pau e está bem bonita (e olha que eu acho ela feinha, hein!) na história. Não entra na lista dos 100 melhores filmes que já vi mas, ao contrário de muitos filmes que estão nesta lista, veria facilmente mais uma porrada de vezes o “E se fosse verdade…”.

Eu achei engraçado que logo embaixo tem o post “É tudo verdade”, aí veio o “E se fosse verdade?”. O post seguinte deveria se chamar “Ah, tá bom, não é verdade, não”. Hehehe, isso é que foi comentário inteligente e informativo.
A Reese Whiterspoon é daquelas (poucas) atrizes que a gente pode assistir sem saber qual é o filme. Pode não ser épico, mas filme com ela sempre vai ser divertido.