Arquivo para Abril, 2008

O novo e assustador Coringa [2]

Os estúdios Warner revelaram novos pôsteres sobre o filme “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, o qual terá estréia mundial em 18 de julho de 2008. Já tinha falado num post anterior sobre o quão assustador parece ser o novo Coringa representado pelo falecido ator Heath Ledger.

A galera responsável pelo filme ficou na dúvida se utilizaria ou não o personagem de Ledger para divulgar o filme, sob pena de serem acusados de aproveitadores que só queriam usar a morte do cara para ganhar uns trocos com a obra. Ao que parece, tal dúvida foi resolvida: o filme está sendo divulgado normalmente, inclusive com a promoção do vilão protagonista do filme, o Coringa. Seria uma espécie de “homenagem” póstuma à grande interpretação de Ledger.

Estou ansioso pela estréia do filme. E principalmente para ver se Ledger mandou mesmo bem como o Coringa (eu tenho certeza que sim, inclusive no post anterior eu tinha dito que este seria o papel da vida dele).

Um dos cartazes (o mais sombrio, na minha opinião) divulgados é o que tem só o Coringa. Ele está aí ao lado (clique na imagem para ampliá-la). Assustador, não? Os outros cartazes podem ser acessados neste link.

Tá vendo como o cartaz é uma forma bacana e legal de divulgação? Aproveitando o gancho então, seja esperto e vá na exposição “A Arte do Cartaz”, pô! É de graça! (veja no post linkado maiores informações).

Liga dos Campeões: Manchester e Chelsea na final!

A final da Liga dos Campeões européia de 2008 já está definida: Manchester United e Chelsea farão a primeira final inglesa da história do torneio. Ambas as classificações foram sofridas, mas a verdade é que os dois líderes do Campeonato Inglês (empatados com 81 pontos) são times fortíssimos e bem equilibrados.

Os Red Devils (ou Manchester, se preferir) garantiram a classificação ontem, ao vencerem por 1 a 0 o Barcelona. No jogo de ida o placar tinha sido de 0 a 0. Um golaço de Paul Scholes aos 14 do primeiro tempo foi o que o Manchester conseguiu fazer no dividido e em crise Barcelona (que, diga-se de passagem, jogou com bastante raça, lutando até o fim por um empate que o classificaria). Aliás, o Manchester vem caindo aos poucos de produção e já faz duas semanas que seu principal jogador e artilheiro, Cristiano Ronaldo, não faz um golzinho.

Já o Chelsea parece que se fortaleceu bastante com a classificação obtida hoje contra o copeiro time do Liverpool. No jogo de ida o placar tinha sido 1 a 1. No jogo de hoje, emoção total: o sumido Drogba resolveu aparecer e fez um gol aos 33 do primeiro tempo. O Liverpool empatou aos 19 do 2° tempo, gol de Fernando Torres após linda jogada de Benayoun. 1 a 1 no tempo normal, o jogo foi pra prorrogação.

Aí o Chelsea botou pra quebrar. Fez um gol que foi anulado aos 6, marcou de pênalti (Lampard) aos 7 e ainda fez mais um com Drogba aos 15 do 1° tempo da prorrogação. Mas como o Liverpool é um time tinhoso, ainda marcou o seu aos 12 do 2° tempo da prorrogação (Babel). Placar final: 3 a 2 pros Blues. E marcas fantásticas a serem comemoradas pelo Chelsea: ganhou do Liverpool, rival que os tinha eliminado em 2005 e 07 da Copa dos Campeões; invencibilidade de dois anos jogando em casa; invencibilidade de quatro anos contra times ingleses jogando em casa.

Taí então a grande final da Liga dos Campeões: Red Devils contra Blues. Eu aposto nos azuis, mas isto é um chute total pois os dois times são muito equilibrados. Posso dizer com certeza que não existem favoritos. Apenas a certeza de uma grande final! Acompanharemos tudo por aqui na cobertura do segundo torneio mais difícil do mundo (o primeiro é a Libertadores, né…).

Recebemos o grau de investimento!

O Brasil acabou de receber o título de grau de investimento por parte da Standard & Poor´s. Isto significa que, para esta agência, o Brasil entrou para o grupo de nações que tem baixa possibilidade de inadimplência.

Ou seja, agora tudo mudou! Nossa vida agora será outra! Pujança econômica, fim da desigualdade de renda, crescimento alto para sempre, impostos em queda, enfim, nossa vida agora é outra. A bolsa subiu mais de 6% hoje, o dólar vai cair bastante, enfim, tudo está melhorando, e muito! Por isso, aproveite! A partir de sexta, o Brasil será outro muito, mas muito diferente!

Brincadeiras à parte, já era mais do que hora. Dado que até o Peru tinha recebido o grau de investimento e que estas agências estavam mais queimadas do que canavial em época de colheita, o mínimo que se esperava era que o Brasil recebesse esta nota positiva. Pô, o país vem mantendo inflação de país civilizado há um tempo bacana e tem tido um crescimento bom – tendo como pano de fundo um ambiente democrático e no qual as instituições têm funcionado de maneira razoável.

Na prática, o que ocorrerá? A curto prazo, mais investimento em ações de empresas e títulos do governo brasileiro pois existem inúmeros fundos internacionais (principalmente os de fundos de pensão) que proíbem, por estatuto, o investimento em países que não sejam considerados portos seguros (em outras palavras, que não tenham o dito cujo grau de investimento). Consequência imediata: mais pressão baixista para o dólar.

A longo prazo, o ganho do país com a melhoria da sua imagem perante investidores internacionais pode fazer com que o Brasil tenha investimentos mais perenes, duradouros e não especulativos. Ou seja, investimentos que venham pra ficar e não somente para aproveitar ganhos extraordinários de curtíssimo prazo (que, a qualquer sinal de crise, vão embora rapidamente…).

Então, não se esqueça: a partir de sexta, sua vida mudou mesmo que você não perceba nada de diferente ocorrendo com ela, ok? :)

Caixa Acústica – Paralamas do Sucesso, “Sincero Breu”

Continuando com a série Caixa Acústica, hoje apresento a música “Sincero Breu”, tocada no acústico dos Paralamas do Sucesso (1999). Considero este um dos acústicos mais surpreendentes que já vi e explico o porquê: os Paralamas fizeram um sucesso estrondoso a partir da metade dos anos 90 com os discos “Vamo Batê Lata” (ao vivo), “Nove Luas” e “Hey Na Na”. Tornaram-se provavelmente a maior banda de pop rock nacional da época e seu sucesso estendia-se inclusive ao resto da América Latina.

Em 1997 o Titãs lançou um espetacular acústico que fez um baita sucesso e a partir daí a moda dos unplugged começou a estourar no Brasil. A maioria das bandas / cantores que fazia um especial no formato desplugado estava na fase descendente da carreira e o acústico servia para um, por assim dizer, “ressurgimento das cinzas”.

Com o Paralamas foi diferente. A MTV fechou com eles para que fizessem um acústico que, à época, era o mais aguardado no cenário do pop rock nacional. Eles vinham de um grande sucesso nos anos anteriores e, lembro-me bem, tinham feito alguns ensaios acústicos em shows fechados antes de baterem o martelo junto à MTV.

Quando veio a notícia do disco, todos aguardavam um álbum com os maiores sucessos do grupo (só que no formato acústico). Qual não foi a surpresa quando, ao assistir ao especial, vimos que o grupo resolveu fazer uma mescla de músicas “lado b” + covers de outras bandas + música inédita? Uma das raras músicas de grande sucesso da banda que apareceu no acústico foi “Meu Erro”, porém ela estava tão diferente cantada na voz de Zizi Possi que mal podíamos compará-la à versão original.

Lembro-me que os fãs de Paralamas (incluindo eu) torcemos muito o nariz para o Acústico, e pra vocês terem uma idéia de quão diferente foi este álbum para o grupo, o principal hit lançado nas rádios foi “Que país é esse?”, música de sucesso da Legião Urbana (ah, o acústico contou com a participação especial do guitarrista da Legião, Dado Villa-Lobos). Mas, ouvindo depois melhor o disco, percebi que ali estava um excelente registro da versatilidade do Paralamas. Um álbum que reuniu ska, ritmos nacionais, uma percussão bem executada, enfim, algo que exaltava o talento latino da banda.

Pra você que não ouviu, vale a pena conferir o disco inteiro. Aqui eu deixo uma música do álbum que achei bem legal e que eu acho que reúne tudo de bom do que foi falado acima: “Sincero Breu”, única música inédita do disco, composição conjunta de Herbert Vianna com a galera do “Pedro Luís e a Parede”. Curtam aí!

Mais uma lista dos 100 melhores filmes

A American Film Institute (AFI) divulgou uma pesquisa que fez com especialistas em cinema sobre os melhores filmes de todos os tempos. Se não me engano, todo ano eles acabam divulgando esta listinha.

Aí vem a questão que vale um pirulito de 15 centavos. Qual foi o melhor filme escolhido pelos especialistas? É, ele mesmo. “Cidadão Kane” (Citizen Kane, 1941, dirigido por Orson Welles). Algum cara muito entendido em cinema virá qualquer dia neste blog e explicará a grandiosidade e importância deste filme para o cara pálida ignorante que vos escreve. Eu já vi o filme e o achei acima da média. Ponto. Como não sei especificamente qual foi a importância dele para que seja considerado o “melhor filme de todos os tempos”, não arriscarei nenhum palpite por aqui. Espero que algum especialista diga-nos o porquê de tanto auê por causa de “Cidadão Kane”.

Uma vez eu fiz uma lista dos 100 melhores filmes que eu já vi COMPLETOS e dos quais me lembrava a história (não vale falar que viu “2001 – Uma odisséia no espaço” quando tinha 5 anos de idade, por exemplo). E o melhor da minha lista foi “O Poderoso Chefão II” (The Godfather part II, 1974, dirigido por Francis Ford Coppola). Escolha bem subjetiva, obviamente. E de um cara que não viu tantos filmes bons durante a vida…

A lista dos 100 melhores você pode ver clicando no link abaixo. Eu negritei os filmes que eu vi e, marrento como sou, coloquei a minha classificação (bom, ótimo, excelente). E aí, você já viu muitos desses filmes? Concorda com a lista?

P.S.: eu só vi 17 dentre os 100 listados. Por aí você já tem noção da quantidade de filmes considerados bons eu já assisti na minha vida :)

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Exposição ‘A Cultura do Cartaz’

Galerinha, aí vai uma dica legal de exposição de arte pra vocês: até o dia 08 de junho a cultura do cartaz nacional estará em destaque aqui em São Paulo. A entrada é gratuita e o local que sedia esta mostra de 150 cartazes nacionais é o Instituto Tomie Ohtake (Av. Faria Lima, 201, fone 2245-1900). Ah, a mostra pode ser vista de terça a domingo, sempre das 11 às 20h.

Acho bem legal a forma de divulgação cultural através dos cartazes principalmente porque é aí que o artista tem um espaço para inovar e expressar toda a sua criatividade para passar uma mensagem, porém com um caráter temporal curto e para um fim específico. Explico-me: enquanto o Picasso pintou Guernica para que aquilo fosse exposto para sempre, lembrando-nos o massacre que ali houve, um cartaz como o exposto ao lado foi feito com um fim específico e para um período curto de tempo. Ao contrário de uma obra de arte, o cartaz é mais restrito e se o artista “viajar” muito na idéia, prejudica-se o evento ao qual se deseja divulgar. Ou seja, é uma arte específica, uma “arte de divulgação”. (É ruim tentar explicar coisas complexas como estas, hein? A probabilidade de eu ter falado besteira acima é absurda!)

Aliás, este cartaz é um trabalho de Eliane Stephan (bonito sítio o dela, acessem lá!)  feito em 1989 para a Secretaria Municipal da Cultura do município para representar o artigo 4° da Declaração Universal dos Direitos do Homem, a saber: “Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos”. (Se você quiser ler a Declaração em português, acesse este link da Nações Unidas). 

Bacana, não? Se vocês quiserem, podem ver outros cartazes que estarão em exposição neste link do UOL. Os 150 cartazes expostos mostrarão muito da produção gráfica nacional dos últimos 50 anos. Ou seja, ótimo pra quem gosta de artes, de história e de design gráfico. E estes três públicos são atingidos justamente porque, tendo um horizonte de tempo tão grande como o da exposição, vê-se como o design nacional evoluiu, quais influências sofreu em cada período de tempo, qual era o “espírito de época” reinante em cada ano, etc.

Fica a dica então! “A Cultura do Cartaz”, de graça, até 08 de junho. Ah, e se alguém for lá, comenta por aqui!

Ronaldo “Femônemo”: uma análise séria

Depois que o Ronaldo “Femôneno” saiu na imprensa após ter se envolvido em confusão com travestis, a gente é obrigado a fazer uma análise séria sobre tal figura e o que ela representa atualmente. Deste modo invocamos por aqui o famoso analista político-econômico-esportivo-e-afins “Away de Petropólis” para que diga algo sobre o jogador. A análise é meio antiga, mas o que vale é a mensagem atemporal de Away. Por favor, vejam todo o vídeo e digam: dr. Away é ou não é uma “otoridade”?

2001, Uma Odisséia no Espaço

Semana passada, falei por aqui sobre “O Iluminado” do Stanley Kubrick e exaltei-o como um grande filme. No post, comentei também sobre a grande obra “2001 – Uma odisséia no espaço” e o quão perdido fiquei quando a assisti. Aliás, dizer se gostei ou não do filme é algo complicado: achei as imagens lindas, a trilha sonora FANTÁSTICA, o silêncio existente pertubador. Porém viajei na história e fiquei chateado com o fato de sempre esperar por algo “revelador” que não apareceu ao final. Ou seja, como a maioria das pessoas, eu não me conformei com o fato do filme simplesmente ter acabado e pronto. O que aconteceu com o HAL? O que é aquilo quando o astronauta chega em Júpiter? Questões assim apareceram de monte na minha cabeça.

Não vou falar muito do filme pois não é possível que ele seja considerado tão genial e eu ao menos não o tenha achado legal. O fato é que “2001…” completa 40 anos (mais um exemplo de que 68 foi um ano que não acabou) e o G1 faz uma matéria bem bacana sobre a obra. Lá está explicitado a discussão e o quão controvertidas foram as opiniões sobre o filme quando do seu lançamento.

O que achei bem interessante foi a opinião de Arthur C. Clarke, co-roteirista e autor da obra que deu origem ao filme: “Se alguém entender o filme da primeira vez, nossas intenções terão falhado”. Opa, pelo visto não fiquei tão mal assim na fita. Outra frase interessante é a do diretor Kubrick. Quando perguntado sobre o significado do filme em entrevista à Playboy na época do lançamento de “2001…”, ele respondeu: “Você gostaria que Leonardo Da Vinci tivesse escrito abaixo na ‘Monalisa’ ‘esta moça está sorrindo porque ela tem um dente podre’? Eu não quero que isso aconteça com ‘2001’”. Completando seu raciocínio ele diz que 2001 é “uma experiência intensamente subjetiva”.

Mais pra frente, na própria matéria, outra frase lapidar de Kubrick é mostrada: “se o filme conseguir atingir pessoas que nunca pararam para pensar no destino do Homem, terá tido sucesso”.

Estas frases acima são bem reveladoras do espírito da obra e de como as mentes por trás daquilo gostariam de atingir os espectadores. Tendo isto em mente, talvez veja “2001…” mais uma vez qualquer dia desses e aí talvez entenda um pouco mais o que acontece. Porém, se a experiência é “subjetiva”, como disse Kubrick, nunca chegaremos a um entendimento sobre o significado do filme. Ou alguém por aí acha que não?

Pra você que ainda não viu o filme, recomendo uma coisa: veja-o. E digo isto apesar de não ter gostado tanto de “2001…” e de ter tido que fazer um esforço muito grande para conseguir assistir a toda a obra (não a veja se você estiver com sono, ok?). Mas quando você o vir, leve em conta as frases acima, a matéria que linkei do G1, o fato de que o filme foi feito há 40 anos atrás (e portanto é um primor cinematográfico pois suas cenas, cenários, etc. são bem melhores do que as de muitos filmes atuais), a grandiosidade e imponência envolvidas na obra… Quem sabe você não sai aplaudindo “2001…” logo de cara, hein?

Enfim, tá homenageada esta obra aqui no “A Volta…”. E aguardem: ao longo de 2008 teremos muitos outros posts sobre 1968 (ou, se preferirem, o ano que não acabou!).

Scarlett, cantar não é a sua praia…

Tem algumas vezes que um determinado artista resolve sair da sua área original de atuação pra aparecer numa outra diferente. Pô, legal. O problema é que a gente sempre vai comparar uma coisa com a outra. Então, fiz isso com a querida Scarlett Johansson. Acho que ela é uma boa atriz (de verdade! tá certo que a beleza ajuda, mas se fosse só pela beleza ela seria figurante de luxo até hoje num monte de filme) e gosto do jeito “meio Capitu de atuar” (uma pessoa dissimulada, que fala pelos olhares de soslaio…).

Pois bem, a moça resolveu fazer uma incursão pelo mundo musical. Dia 20 de maio chega às lojas o CD “Anywhere I lay my head” (foto acima) com 11 músicas dela. O álbum traz 10 versões para músicas do cantor Tom Waits e uma música de composição própria da Scarlett, “Song for Jo”. A gravadora Warner liberou na internet, em streaming, seis faixas do álbum (a saber “Fawn”, “Town with No Cheer”, “Falling Down”, “Anywhere I Lay My Head”, “Fannin Street” e “Song for Jo”). Ou seja, você pode conferir mais da metade do disco dela neste link e dar a sua opinião posteriormente.

Eu fui lá e ouvi. Opinião resumida: Scarlett, minha filha (eu sei que ela é outra famosa que lê com frequência este blog), fica no cinema mesmo e se aperfeiçoe como atriz.

Opinião mais completa das músicas: elas parecem hinos de países, tamanha é a sisudez envolvida; tem hora que, sei lá, aquilo parece new age, porém a voz da Scarlett tá totalmente diferente, grossa e meio perdida; a tristeza das músicas é absurda, porém não é aquela tristeza musical bacana (entende?); tem outra coisa que me incomodou nas 6 músicas do disco: cantora é legal de se ouvir pela alternância de tons e a Scarlett canta as músicas do mesmo jeito, parece que tá “travada”…

Não quero ouvir mais esse disco. A não ser que alguma das 5 faixas restantes seja EXCELENTE, o álbum já está perdido. Só vai vender alguma coisa por causa de estratégia de marketing. Fim de papo. Scarlett Johansson é atriz e deve continuar como tal. Ou então tomar aulas diárias de canto para nos apresentar algo um pouco melhor.

E do jeito que ela leva em conta as opinião do ”A Volta…”, é capaz que este álbum nem apareça nas lojas.

Virada Cultural 2008! Eu fui! E você?

Conforme tinha prometido num post anterior, fui em alguns eventos da Virada Cultural paulistana e adorei! Foi sensacional o caldeirão de cultura que invadiu essa cidade por 24 horas. Demais mesmo. Nunca tinha ido no evento e não sabia o que havia perdido até então. Como eu gosto bastante de música, fui em vários shows. Veja abaixo:

Tudo começou no sábado 26, quando fui até a Av. Ipiranga para ver o show de Mariana Aydar num palco pequeno porém bastante agradável (o local é em frente ao famoso edifício Copan, uma obra de Niemeyer). E a moça fez um show muito bom! Com grandes interpretações de sucessos da MPB (“Vai Vadiar”, “Zé do Caroço”, “Menino das Laranjas”) e músicas próprias belas como “Deixa o verão”, ela alegrou a galera que via o show. Seu sanfoneiro (também tecladista) e seu guitarrista mandavam muito bem e o público até arriscou uns passinhos de forró e de samba. A “Virada” tinha sido aberta oficialmente! (ao lado, foto de Karina Rodrigues, cujo flick é este aqui).

Domingo de manhã, é hora de ir ao Largo do Arouche para o Baile! Por lá passaram Maria Alcina e Nelson Ned, mas eu aportei mesmo no local às 11h para ver o grupo The Jordans (quem não conhece a biografia do grupo [incluo-me neste grupo] pode ver algo aqui). Muito rock das antigas instrumental e um show legal. Os guitarristas mandavam muito bem, fazendo solinhos bem bacanas e divertidos. Pra encerrar o show, o grande sucesso do Dick Hale, “Punpkin and Honey Bunny Misirlou”, um primor da guitarra! (acho que é essa a música – pra quem não conhece, é aquela do Pulp Fiction que depois o Black Eyed Pies remixou para fazer “Pump it”).

Às 15h, fui ao Palco São João (o maior de todos) para ver a tão falada Orquestra Imperial (conheço muito pouco deles, apenas sei que no grupo tem o Rodrigo Amarante, o qual era um dos cabeças do Los Hermanos; a outra coisa que eu sabia era que eles tocavam samba das antigas, tipo Noel Rosa). Tava bem cheio o lugar, de modo que pouco pude ver da banda. Mas ouvi o som e gostei dos sambinhas que eles tocam, apesar de eu desconhecer quase todas as músicas (só sabia as que eles tocaram no bis: “Patrícia”, música do Caetano, e “Eu bebo sim”). Mas a muvuca existente era um indicativo claríssimo de que o show do Ben Jor (que seria depois), estaria lotadaço (ao lado, foto da Orquestra Imperial tirada por Ricardo Somera, cujo flickr é este).

O legal nesse show foi que eu fiquei tão longe do palco que acabei vendo uma performance artística bem interessante: na ponta de um guindaste, a uns 6 metros de altura, ficavam uns caras e umas minas dançando em pleno ar, em cima de um sofá aéreo! Muito louco! Era impossível não se perguntar como é que eles não tinham medo de cair e se espatifar no chão! O negócio era tão legal que na hora que o show da Orquestra esfriou, o pessoal prestou mais atenção foi na performance… (foto de Anderson Costa, cujo flickr é este).

Pra encerrar o dia, voltemos ao Baile do Arouche. Às 17h, show de Simoninha com participação do irmão Max de Castro. A apresentação foi uma homenagem ao pai dos dois, Wilson Simonal, através da execução do repertório do álbum “Alegria Alegria Vol. II ou Quem Não Tem Swing Morre com a Boca Cheia de Formiga”, de 1968. Já tinha falado do Simonal por aqui e pouco conhecia dele (o que me motivou a ir na apresentação). MUITO BOM! O Simoninha eu já conhecia e sabia da qualidade que ele tem. Junte-se isto a um repertório bem montado e pronto: foi impossível ficar parado! Foi samba-rock, soul, forró, gafieira… enfim, uma alegria só. Fora isto, tinha o fato de que não havia uma grande multidão no Arouche, ou seja, havia mais espaço para ver o palco e para arrastar pé. E olha que eu conhecia algumas músicas cantadas pelo Simonal, mas não sabia que conhecia. Exemplos: as ótimas canções “Zazueira”, “Paraíba” (música do grande Luiz Gonzaga), “Meu limão meu limoeiro”, “País Tropical”, “Vesti Azul” e a impagável “Sá Marina” (regravada recentemente por Ivete Sangalo). A foto ao lado é de Flávia Durante, flickr aqui.

E meu dia se encerrou assim. Ia tentar ver o Jorge Ben Jor no palco São João, mas ao chegar perto do show três coisas me fizeram voltar pra casa: o cansaço, a muvuca master que havia por lá e o som que, da distância onde eu estava, não estava sendo muito bem escutado. Mas acho que foi um bom show e quem foi deve ter curtido.

Pô, bem legal. Dois dias, quatro shows na faixa. Aparentemente, 4 milhões de pessoas assistiram ao evento e nenhum incidente mais grave ocorreu (ainda bem!). Eventos bacanas como este têm de ser incentivados em todo o Brasil e São Paulo literalmente pulsou nestes dois dias (fora o fato de que o centro da cidade se encheu de vida à noite quando, justamente pela deterioração que sofre, nos dias comuns aquilo é um deserto; acreditem: o centro da cidade é muito bonito, falta revitalizá-lo de alguma maneira - falo isso pois passei à noite por lá, o que normalmente não faria pois o local é deserto, sem segurança, etc, etc…).

E você, foi em algum evento? Se sim, comenta por aqui colocando as fotos que você tirou, ou o endereço do seu blog com algum post sobre a Virada ou apenas escreva um singelo comentário. Façam a galera que lê o “A Volta…” acreditar que a Virada Cultural foi um sucesso! Eu já estou no aguardo da edição 2009!

P.S.: no próprio sítio da Virada havia a disponibilidade de acessar o Flickr com as fotos que as pessoas tinham feito do evento. Como gosto deste caráter de compartilhamento de informações / fotos / notícias entre internautas, coloquei fotos tiradas pelas próprias pessoas que foram no evento, dando-lhes os respectivos créditos. Se você tirou alguma das fotos que coloquei acima e não gostou disso, me avise (apesar de eu achar que ninguém fará isso, né?). Aliás, a foto do show do “The Jordans” fui eu mesmo que tirei e quem quiser pode usá-la numa boa, ok?

Uma foto para a posteridade?

Foto: Luiz Carlos Murauskas / Folha Imagem 

O futuro presidente do país aplicando uma injeção no ex-presidente? Só saberemos isso em 2010. Se isso realmente ocorrer, a foto acima merece ir para a posteridade. Bacana mesmo.

Pena que o clima de cordialidade entre os partidos de ambos já tenha ido pras cucuias há muito tempo e, pior que isso, a baixaria rola solta entre as duas agremiações…

P.S.: Marisa Letícia, mais que primeira-dama do país, é a maior “robert” tupiniquim dos últimos tempos. Incrível! A mulher tá em todas! Vocês já se deram conta de quantas fotos históricas do Lula tinham a querida Marisa como coadjuvante?

Caixa Acústica – Maná, “Cuando los ángeles lloran”

Iniciarei mais uma série musical aqui no “A Volta…”. Depois de “A Arte do Videoclipe” e da “Rádio ‘A Volta…’”, agora é a vez do “Caixa Acústica”. Ao contrário de muita gente por aí que detesta o gênero desplugado, eu o adoro! A sonoridade se modifica, novas versões aparecem, é uma oportunidade para você ver o artista tocando ao vivo num estilo diferente… Enfim, muitos motivos me levam a ter ouvido quase todos os acústicos mais populares que existem desde o início dos anos 90. Agora pegarei as músicas mais legais e colocarei por aqui, na série ”Caixa Acústica”!

E a primeira música desta série é “Cuando los ángeles lloran”, da banda mexicana Maná. O acústico deles foi gravado em 99 e esta música é lindíssima pois tem uma levada de violão muito bonita. Fora tudo isto, a letra é uma homenagem ao brasileiro Chico Mendes, morto de maneira brutal e covarde 1988 por defender os direitos dos seringalistas no Acre.

Então, sem mais delongas, a belíssima “Cuando los ángeles lloran”! Já conhecia? E aí, gostou?

Niemeyer e a alienação juvenil

Frase do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer dita hoje, na comemoração dos 45 anos da Coordenadoria de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ):

“O jovem de hoje não lê nada. Só livros sobre suas carreiras. Eles crescem na profissão, na carreira, mas vivem alheios ao que acontece no mundo. A vida é mais importante que isso.”

Refleti sobre a frase e acho que o Niemeyer tem razão. Acabei minha graduação há dois anos atrás e, por ter feito dois cursos ao mesmo tempo, não consegui ler muitas outras coisas que não fossem das graduações que eu fazia. “Ah, você é um caso a parte…”. Sei disso, mas se não tivesse feito somente um curso, provavelmente teria iniciado um estágio no segundo ano (pô, o perrengue era muito!). E nessa divisão de tempo entre facu e trabalho, não sobraria tempo nenhum para ler mais nada.

Fiz um cálculo mental aqui na minha cabeça de quantos livros alheios aos cursos que eu fazia eu li durante os 5 anos que tive de faculdade: 1° ano, 2 livros; 2° ano, 4 livros; 3° ano, 1 livro; 4° ano, 2 livros; 5° ano, zero (estava estagiando e posteriormente trabalhando…). Fora a falta de tempo para ler jornal, acessar internet ou até o luxo de ter um blog famoso como o “A Volta…” (heheheh).

Ou seja, mulecada: leiam coisas que não sejam dos seus cursos e se atualizem. O Niemeyer tá mais do que certo: não podemos nos alienar das coisas que ocorrem com a nossa cidade, o nosso país e o nosso mundo!

P.S.: no curso de Economia, a frase do Niemeyer assume um contexto ainda mais cruel. Praticamente não lemos os autores clássicos do curso (Smith, Ricardo, Marx, Marshall, Keynes…), é só manual com gráfico e matematiqueira. Aí o nível de alienação se eleva estratosfericamente…

Um dia a gente chega lá

Boa notícia para alegrar esta sexta-feira: relatório divulgado hoje pela UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) expõe que a diferença de riqueza dos países desenvolvidos em relação aos que estão em desenvolvimento (eufemismo para “ainda lascados”) diminui de 1990 para 2006. A relação, que era de 20 para 1 em 90, caiu para 16 para 1 em 2006.

Vejam a reportagem da FolhaOnline:

Na avaliação da Unctad, a brecha entre ricos e pobres diminuiu devido ao rápido crescimento econômico registrado desde 2002 pelos países em desenvolvimento e em transição.

Apenas entre 2003 e 2006, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita cresceu 3,7% na América Latina e Caribe (4,3% apenas na América do Sul), 3% na África e 6,2% na Ásia. Nas economias em transição, o aumento foi de 9,7% entre os asiáticos, e de 7,3% entre os europeus. Nos países desenvolvidos, a média foi de 1,9%.

Embora ainda muito desequilibrada, a participação no PIB mundial também mudou nas últimas décadas. Segundo a Unctad, os países desenvolvidos –que representam apenas 16% da população mundial– produziram 73% do PIB nominal de 2006. Em1980, essa participação era de 80%.

A fatia dos países em desenvolvimento nas exportações mundiais chegou a 36% em 2006, totalizando US$ 3,7 trilhões.

O comércio Sul-Sul, defendido pelo Brasil, triplicou entre 1995 e 2005, embora os países mais pobres continuem dependendo de exportações de produtos básicos de baixo valor agregado. O maior volume de comércio foi registrado pelos países asiáticos, que alcançaram US$ 1,69 trilhões nas trocas intra-Ásia e com outras regiões do sul do Planeta (cerca de US$ 100 bilhões em trocas com a América Latina).

Considera-se que hoje são os maiores países em desenvolvimento, com crescimento mais rápido, que estabilizam a economia mundial devido ao dinamismo e abertura”, afirma o secretário-geral da Unctad, Supchai Panitchpakdi, ex diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio).

Como muitos países em desenvolvimento obtiveram déficit em conta corrente, eles se tornaram importantes provedores de capital para o resto do mundo, conclui Supachai.

Não consegui achar o relatório para analisá-lo melhor. Mas esta redução da desigualdade global é uma notícia muito boa, até porque sou levado a crer que são os pobres que estão melhorando sua condição e não os ricos que estão piorando a deles (é, se fosse isso seria uma beleza…).

Tem mais ainda. Esta redução da desigualdade tem dois responsáveis principais, na minha opinião: China e Brasil. A primeira porque inclui milhões e milhões de pessoas no mercado de trabalho anualmente e, por mais que o salário seja ridículo, pessoas saem da miséria e vão para a pobreza (isto faz uma diferença enorme). E o Brasil por causa dos programas sociais, os quais acabam tendo efeitos semelhantes. Talvez Índia e Rússia entrem nesta conta também, mas tenho poucas informações deles.

A questão agora é a África pois essa sim continua sem perspectiva nenhuma. Tá certo que existem algumas “ilhas” de melhoria no continente, mas tomando-o como um todo a situação ainda é lastimável.

Vamos ver, quem sabe um dia os países em desenvolvimento não cheguem na relação 1 para 1 de renda com os desenvolvidos? Espero estar vivo para isso :) !

Virada Cultural

Começa neste sábado, 26/04, um dos eventos mais legais e democráticos da cidade de São Paulo: a Virada Cultural 2008. Já é o quarto ano que o evento ocorre aqui em Sampa e a coisa funciona de modo contínuo. Das 18h do dia 26 (sábado) às 18h do dia 27, ininterruptamente, a cidade será invadida por shows, apresentações, obras artísticas, enfim, por uma gama enorme de atividades artísticas que ocorrerão por toda a cidade (inclusive na periferia, onde os principais pólos de atrações serão os CEUs). O evento é inspirado nas noites brancas européias.

No total, 5 mil artistas vão se apresentar nestas 24 horas e quase todas estas performances serão gratuitas (por isso, o caráter democrático do evento). A programação completa pode ser vista neste link (arquivo em pdf). Destaco os seguintes acontecimentos que ocorrerão:

  • Teatro Municipal: muitos shows de artistas nacionais de qualidade, tocando álbuns importantes da história da MPB, faixa a faixa. Fiquem de olho no show de Luiz Melodia, com o álbum “Pérola Negra” (1973) às 18h do dia 26/04;
  • Palco São João: shows de muitos artistas da MPB, a saber Gal Costa e Zé Ramalho (às 21h e a 0h do dia 26, respectivamente), Mutantes, Marcelo D2, Orquestra Imperial e Jorge Ben Jor (às 3h, 12h, 15h e 18h do dia 27, respectivamente);
  • Vale do Anhangabaú – Boulevard São João: apresentação de grandes instrumentistas nacionais, como Osvaldinho do Acordeon (dia 26 às 22h15) e Renato Borghetti (mesmo dia às 23h30);
  • Samba de Mesa 24 Horas no Largo Santa Ifigênia: pra quem gosta do estilo, um prato cheio de alegria. Destaco a apresentação de Dona Ivone Lara e Nelson Sargento no dia 27, às 16h;
  • Baile do Arouche: nostalgia total neste evento, com destaque para a execução completa do disco “Alegria Alegria vol. 2″ de Wilson Simonal (o show será feito pelo filho dele, Simoninha, às 17h do dia 27);
  • Baile de Bambas na av. Rio Branco: grande mistura de ritmos neste palco. Destaque para as apresentações de Falamansa (arrasta-pé universitário, dia 27, às 05h) e Quinteto Violado (no mesmo dia, 11h);
  • Rock na Praça da República: pauleira total neste palco, que terá shows de Paul di Anno (isso mesmo, o primeiro vocalista do Maiden! ele promete tocar todas as músicas do álbum “Killers” [1981]. O show será à 1h do dia 27), Andreas Kisser e Brasil Metal Stars (03h, dia 27), Lobão (16h, dia 27), Ultraje a Rigor executando o clássico “Nós vamos invadir sua praia” (18h do dia 27);

Cara, tem tantas outras coisas mais que poderia ficar aqui o dia inteiro e ainda não daria conta do festival. Citei os principais eventos que ocorrerão em palcos no centro da cidade. Mas tem muitas outras coisas rolando: circo, teatro, cinema…

Veja a programação e confira o que pode te agradar! Ah, e se for em algum dos eventos, entra na caixa de comentários e diga como foi, blz?

P.S.: e que o lastimável ocorrido no show do Racionais do ano passado, quando o público entrou em confronto com a polícia, não ocorra este ano. A Virada Cultural é tão legal que um único problema isolado não pode estragá-la, né?

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