
Faz tempo que eu não via uma estréia de série na TV. Acho que a última tinha sido “Joey”, em 2004. Mas os comerciais da WarnerChannel me chamavam tanto a atenção que fui obrigado a ver a estréia de “Pushing Daisies” ontem. O João, do Zôo do Jôo, já tinha comentado sobre a série e, com isso, tinha atiçado mais ainda a minha curiosidade.
É legal ver algo diferente no meio de tantas séries repetitivas. E “Pushing Daisies” é bem diferente, pouco convencional eu diria. Como o próprio João já havia dito, parece uma “mistura da narração francesa à la Amélie, com uma fotografia à la Tim Burton + um humor à la Six Feet Under…”. Não vi “O Fabuloso destino de Amélie Poulin”, mas a narração de “Pushing” vai na linha da de “Desperate Housewives”: fica uma pessoa te contando tudo, tintim por tintim, do que se passa na cabeça dos personagens, dos fatos inusitados e complicados e por aí vai. Você até vai tomando uma simpatia por ele.
O humor existente é bem velado, eu diria até mórbido em alguns momentos, parecido mesmo com “Six Feet Under”. Mas tenho algo a acrescentar ao que João disse: além da fotografia à la Tim Burton, a história também parece ter saído da cabeça do louco diretor. As premissas são totalmente não-convencionais e tudo que ocorre vai meio que num ritmo de “realismo mágico”. Para dar o crédito à pessoa certa, o escritor é um cara chamado Bryan Fuller (que parece gostar do tema morte, pois já escreveu alguns episódios da pouco lembrada, porém bacana, “Dead Like Me”).
Veja só o que ocorre (spoiler adiante!): tem um menino chamado Ned que descobre, acidentalmente, que pode ressuscitar qualquer ser morto após tocá-lo. No entanto, há duas coisas em relação a este poder: (i) se ele tocar a pessoa novamente, ela morre em definitivo; (ii) se ele ressuscitar alguém e esta pessoa ficar mais de um minuto viva, outra pessoa morre.
O mulequinho é apaixonado por uma menina chamada Chuck. Os dois ficam órfãos na mesma idade (não conto o que ocorreu mas tem algo a ver com o poder do pivete) e nunca mais se vêem. Depois aparece o Ned já adulto, tentando ganhar dinheiro vendendo tortas. Como não consegue, ele aceita a proposta de um detetive particular que sabe do seu poder: para ganhar recompensas de assassinatos, ele vai até o morto, ressuscita-o por 1 minuto, pergunta quem o matou e depois toca o morto de novo pro cara ir pro beleléu de vez. Estranho pra caramba, não?
Mas, de repente, aparece uma mulher assassinada que é, nada mais nada menos, Chuck, seu amor de infância. Ele a ressuscita para perguntar quem a matou mas não tem coragem de tocá-la novamente pois ainda a ama muito. A mulher então fica viva, os dois se amam, porém nunca mais podem se tocar, do contrário Chuck morrerá. Juntos (Ned, Chuck e o detetive) tentam descobrir quem a matou.
E assim a série vai seguir, com o amor dos dois que não podem se tocar. É bem engraçado quando eles querem expressar a paixão que sentem sem se tocarem. Porém, acho que isso era enredo para um filme, talvez dois, não para uma série. Provavelmente vão encher muita linguiça pra levar o enredo adiante. Mas vamos ver mais episódios e conferir o que ocorrerá.
Recomendo a todos o primeiro episódio, foi bem legal. Pra quem quer sair do eixo das séries “comédia pastelão do cotidiano”, “drama apelativo” e “investigação de casos esdrúxulos”, “Pushing Daisies” pode se revelar um ótima opção. A série está passando atualmente no WarnerChannel, todas as quintas-feiras às 21h. Se eu conseguir ver uma sequência de episódios, comento depois se a série teve um bom andamento, ok?

Puxa, que bacana linkar esses comentários… Ainda preciso aprender como tirar o máximo proveito dessas ferramentas modernosas do WordPress.
Pois é, meu caro, Pushing Daisies além de não sair do meu desktop, tem me chamado muito a atenção. É um humor inteligente, desses que está cada vez mais em desuso! É realmente um achado poder assistí-lo na Warner, mas confesso que não estou resistindo ter que esperar um episódio por semana e estou baixando via torrent mesmo.
Agora um puxão de orelha carinhoso: se vc ainda não assistiu Amélie Poulain, vá hoje mesmo a locadora ou baixe o torrent. É um filme que já assisti mais de 50 vezes e ainda o vejo como se fosse a primeira vez.
E prometo aprender a linkar os comentários, a fazer esse ping pong feedbético e a ser mais presente em suas postagens.
Atualmente estou tentando migrar as fotos do meu antigo Wanderlust (blog da vida a bordo) para o Zôo do Jôo, mas as atualizações no sistema de upload de imagens ficou muito ruim…
Um abraço!
Adorei seu review!
Opa João, valeu pela dica do Pushing Daisies, vou tentar ver mais vezes para formar uma opinião final. Mas o primeiro episódio deixou uma impressão muito boa.
Pode deixar, verei Amélie Poulin quando sobrar um tempinho. Aliás, já tô com tanto filme na lista pra ver que nem sei como é que vou fazer… o Dr. vtYojr. que o diga! Acho que estou com “O Iluminado” dele há uns dois meses e até agora não vi…
Abraços,
Adorei a série
bem inovadora
e me pareceu uma mistura de Tim Burton com Mika.
O enredo, a fotografia, o cenário e a direção, nossa. Mto mto bom
Valeu pelo comentário, Diogo. Seu post sobre o Pushing Daisies também está muito bom. Pra quem quiser ver, segue abaixo o link http://quetal.wordpress.com/2008/04/11/pushing-daisies-estreia-na-warner-channel/
Abraços,
alguem pode me dizer pq o ned toca a olivia e ela ñ morre?
Diego,
acabei nem vendo a série depois do primeiro episódio. Acho que inclusive foi cancelada, não? Parece que a sequência da história não agradou tanto assim ao público…