Galerinha, aí vai uma dica legal de exposição de arte pra vocês: até o dia 08 de junho a cultura do cartaz nacional estará em destaque aqui em São Paulo. A entrada é gratuita e o local que sedia esta mostra de 150 cartazes nacionais é o Instituto Tomie Ohtake (Av. Faria Lima, 201, fone 2245-1900). Ah, a mostra pode ser vista de terça a domingo, sempre das 11 às 20h.
Acho bem legal a forma de divulgação cultural através dos cartazes principalmente porque é aí que o artista tem um espaço para inovar e expressar toda a sua criatividade para passar uma mensagem, porém com um caráter temporal curto e para um fim específico. Explico-me: enquanto o Picasso pintou Guernica para que aquilo fosse exposto para sempre, lembrando-nos o massacre que ali houve, um cartaz como o exposto ao lado foi feito com um fim específico e para um período curto de tempo. Ao contrário de uma obra de arte, o cartaz é mais restrito e se o artista “viajar” muito na idéia, prejudica-se o evento ao qual se deseja divulgar. Ou seja, é uma arte específica, uma “arte de divulgação”. (É ruim tentar explicar coisas complexas como estas, hein? A probabilidade de eu ter falado besteira acima é absurda!)
Aliás, este cartaz é um trabalho de Eliane Stephan (bonito sítio o dela, acessem lá!) feito em 1989 para a Secretaria Municipal da Cultura do município para representar o artigo 4° da Declaração Universal dos Direitos do Homem, a saber: “Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos”. (Se você quiser ler a Declaração em português, acesse este link da Nações Unidas).
Bacana, não? Se vocês quiserem, podem ver outros cartazes que estarão em exposição neste link do UOL. Os 150 cartazes expostos mostrarão muito da produção gráfica nacional dos últimos 50 anos. Ou seja, ótimo pra quem gosta de artes, de história e de design gráfico. E estes três públicos são atingidos justamente porque, tendo um horizonte de tempo tão grande como o da exposição, vê-se como o design nacional evoluiu, quais influências sofreu em cada período de tempo, qual era o “espírito de época” reinante em cada ano, etc.
Fica a dica então! “A Cultura do Cartaz”, de graça, até 08 de junho. Ah, e se alguém for lá, comenta por aqui!

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