Arquivo para Maio 7th, 2008

Dilma Rousseff humilha Agripino

Peço antecipadamente desculpas aos leitores do blog por, mais uma vez, trazer um post político chato. É uma tristeza pois quando falo de política por aqui, é só pra descer a lenha em alguém. Por isso, se você não aguenta nem ouvir mais deste assunto, pula pro próximo post e estamos todos numa boa.

Hoje foi horrível. Eu achava que o Jair Bolsonaro tinha ido longe demais quando, em 2005, levou o torturador de José Genoíno ao depoimento do mesmo, creio que na CPI dos Correios. Ao menos, Bolsonaro expôs sua verdadeira face a todos: a de um tonto saudosista da ditadura. Ele foi direto. Baixo, vil, estúpido e sem propósito, porém direto.

No entanto, creio que o episódio de hoje envolvendo o senador Agripino Maia (DEM/RN) e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi pior. Pior no sentido de que Agripino não foi direto. Dissimulou um assunto, falou em democracia, envolveu outras histórias no meio e, finalmente, se saiu com a pérola maior: como confiar na ministra se, QUANDO TORTURADA NA ÉPOCA DA DITADURA, ela mentiu escandalosamente? Obviamente trata-se de uma mentirosa, não?

Covarde e baixo. Absurdamente leviano e grosseiro. Ridículo e medroso. Por que ele não chegou e disse abertamente que tinha saudade da ditadura? Que, por ele, a ministra estaria metida num pau-de-arara, apanhando até não aguentar mais? Aliás, porque invocar o regime de exceção se o próprio Agripino foi prefeito biônico daquele período?

É por isso que somos obrigados a ouvir a resposta de Dilma. A imprensa pouco noticiou. O “Jornal Nacional” editou bastante. Eu não. Coloco o vídeo aí embaixo para que todos vejam a resposta. Resposta esta a uma provocação gratuita e que não levaria a nada, a não ser desestabilizar emocionalmente a ministra (o que não ocorreu, pois ela foi bem forte). Mais ainda: uma provocação que corou figuras como Arthur Virgílio, Mão Santa e Heráclito Fortes.

Mas não tem nada não, caro leitor. Ainda chegará um dia que eu farei um post positivo sobre o tema política, de preferência com algumas destas figuras de hoje (quem sabe o próprio Agripino?) enterradas e esquecidas da História.

Trilogia Iñárritu/Arriaga

Mais uma trilogia cinematográfica entrou na minha conta hoje. Que trilogia? Bem, se assim podemos chamá-la, a “trilogia Iñárritu/Arriaga”. Explicando melhor: os três filmes que foram dirigidos e produzidos por Alejandro González Iñárritu e roteirizados por Guillermo Arriaga. Os filmes são “Amores Brutos” (“Amores Perros”, México, 2000), “21 Gramas” (“21 Grams”, EUA, 2003) e “Babel” (França/EUA/México, 2006). Ao que parece, depois deste último filme, os dois parceiros tiveram um bate-boca público e por isso suponho que a parceria esteja acabada.

Dentro desta trilogia, vi os filmes em ordem cronológica decrescente (acabei de assistir a “Amores Brutos”). E isto não tem nenhum problema, pois os filmes são independentes entre si  (não é que nem “Guerra nas Estrelas”, por exemplo). A ligação dos três vem, por assim dizer, da maneira como os filmes são feitos: dentro de cada obra, há um entrelaçamento de casos díspares que se cruzam num determinado momento. E este choque de realidades mostra que, apesar das diferenças sociais, culturais ou econômicas que temos uns com os outros, a realidade diária não nos distancia em absoluto pois os sentimentos mais profundos são inerentes à raça humana como um todo.

Dentre estes sentimentos, Iñárritu e Arriaga trabalham bastante na trilogia com dois deles que são bem antagônicos: o amor e a dor (ou tristeza, se assim quiserem). Com isso, contam histórias belíssimas e mostram-nos, através de três filmes fantásticos, como somos todos mais próximos do que pensamos. Por isso, farei algo inédito neste blog: escreverei sobre os três filmes em posts separados! Sim, de uma vez só! Por que farei isto? Simples, pra que vocês vejam os três filmes.

São três obras poderosas e, pelo menos para mim, estão entre os melhores filmes que foram feitos nos anos 2000. Então você pode ler abaixo sobre os três filmes, comentar sobre aqueles que viu e ficar curioso para alugar aquele(s) que você ainda não tenha visto. Não vou nem recomendar os filmes em cada um dos posts: ELES JÁ ESTÃO MAIS DO QUE RECOMENDADOS. Pronto! Então, vamos aos filmes?

Amores Brutos

“Amores Brutos” (“Amores Perros”, México, 2000), o primeiro filme da trilogia Iñárritu/Arriaga, é um drama daqueles de te deixar curioso até o último segundo (e olha que você quase não percebe que o filme tem duas horas e meia de duração). O filme começa de modo alucinante, com dois jovens num carro velho fugindo de homens armados. A perseguição termina com um acidente feio – os jovens acertam de frente um outro veículo quando cruzam o sinal vermelho. Como se chegou até aquele momento e as consequências que ocorrem depois é o que o filme mostrará, através de três histórias que, como sabemos depois, cruzaram-se no momento do acidente.

A primeira história é a de Octávio (Gael García Bernal, em grande interpretação) e Susana. Ele é um “adulto adolescente” que está apaixonado por ela. Detalhe: Susana é sua cunhada e é muito maltratada pelo irmão de Octávio, Ramiro. O jovem se sente agoniado com aquela situação e deseja fugir com sua paixão, mas a opressão de seu irmão amedronta Susana, além do fato de que Octávio não tem dinheiro para ir embora. Por um acidente destes da vida, a sorte lhe sorri: ele descobre que seu cão é muito bom para brigas de rinha e Octávio começa então a ganhar muito dinheiro com isto. Sua história nos é contada até o momento do acidente que explicitei anteriormente (Octávio é um dos jovens que estava no carro).

Aí começamos a ver a segunda história, esta de Valéria e Daniel. Ela é uma modelo de sucesso que, porém, não se contenta com o fato de ser amante de Daniel. Este então abandona sua família para viver com a modelo. Logo no início desta convivência, ela sai de carro para comprar algo e, adivinha só, os moleques em fuga do primeiro parágrafo colidem com seu veículo. Valéria se estrupia totalmente e, daí pra frente, sua convivência com Daniel (que, por assim dizer, “comprou uma modelo internacional e agora tá com uma mulher toda quebrada”) se deteriora bastante.

Depois que a história de Valéria e Daniel se encerra sem sabermos o que ocorreu ao final, inicia-se a terceira história do filme: “El Chivo” e Maru. O cara é um mendigo que caminha pelas ruas com seus vários cachorros e, por coincidência, está no local do acidente do primeiro parágrafo. Ele ajuda a socorrer os feridos e, por gostar muito de cães, leva para sua casa o cão de briga de Octávio (que também estava no carro no momento do acidente). Um incidente posterior com este cão fará com que “El Chivo” enfrente os fantasmas do seu passado, principalmente aquele relacionado ao abandono de sua (agora adulta) filha, Maru.

Um momento, três realidades distintas. Como podem estar relacionados um “adulto adolescente” desocupado, uma modelo internacional e um mendigo? Através da dor e do amor, que, como havia dito no post acima, é o eixo da trilogia como um todo. Em outras palavras, é a colisão de mundos tão díspares que, apesar de tudo, estão relacionados. Se você quiser saber como é esta relação e o que ocorre com cada um dos protagonistas de cada história, veja o filme (não vou ficar estragando o barato de quem não viu, né…).

P.S.: “Amores Brutos” tem uma interpretação muito boa, feita pelo ator Emilio Echevarría. Ele está soberbo como o mendigo “El Chivo”, o qual, apesar da sua realidade atual, tem um passado muito grandioso. Prestem atenção nisso porque Echevarría mandou muito bem!

P.S.II: o nome original da obra em espanhol é “Amores Perros”, uma alusão ao fato de que os cachorros sempre aparecem e têm bastante importância no rumo que cada uma das três histórias contadas tomará.

21 Gramas

“21 Gramas” (“21 Grams”, EUA, 2003) é, na minha opinião, o melhor dos três filmes da dupla Iñárritu/Arriaga. Mais uma vez, três histórias se cruzam, porém não apenas por um momento: elas se entrelaçam de tal maneira que o conflito existente entre os três protagonistas vira um quebras-cabeça bem complicado e que só é resolvido no final. Bem, isto de se resolver um mistério só no final do filme é óbvio, o problema é que o final do filme já nos é mostrado, de cara, no início.

Como assim? Bem, “21 Gramas” tem um ritmo alucinante e cortes a todo momento. Estes cortes vão mostrando momentos e situações sem seguir uma linha temporal lógica e, deste modo, começo, meio e fim vão se entrecruzando ao longo da trama. É por isso que, ao ver o final da história logo no início, você fica totalmente perdido: como aquelas três realidades irão se encontrar naquele momento fatídico se, no presente, elas estão totalmente afastadas?

Pra você ver o quão distintas são as histórias, comecemos falando da de Paul Rivers (Sean Penn). Ele é um matemático que depende de um transplante de coração para continuar vivendo. Atualmente ele tem um relacionamento meio sem açúcar com sua noiva até que, pumba!, aparece um doador para ele. Adivinhem quem é o doador? Mas, peralá: no final do filme (que, não se esqueçam, já foi mostrado no início), ele está com outra mulher, quase morrendo e em outro local totalmente diferente! Como assim?

Bem, aí vamos pra segunda história. Esta “outra mulher” que aparece no final do filme ao lado de Paul chama-se Cristina (Naomi Watts). Atualmente, ela vive um casamento aparentemente feliz e tem duas filhas. Sua rotina como dona-de-casa é tranquila. Porém, isto tudo é virado de cabeça pra baixo no dia em que ela recebe a notícia de que seu marido e suas duas filhas foram atropeladas e morreram. O cara que os atropelou não prestou socorro e fugiu, deixando os três à beira da morte. Imagina só a depressão na qual essa mulher vai cair. Mas, peralá (again!): no final do filme, ela está ao lado de Paul, ele quase à beira da morte, e tem outro cara ao qual ela pede socorro desesperadamente! Como assim?

Vamos então pra terceira história. Este cara que recebe o pedido de socorro é Jack Jordan (Benicio del Toro). Atualmente ele é um operário muito religioso que vive na periferia com sua mulher e seus dois filhos. A religião orienta todas as atividades de Jack e aparentemente ele a utiliza para se livrar de um passado negro de ex-presidiário. Sua vida, contudo, será chacoalhada no dia em que ele atropela um homem e duas meninas, sem socorrê-los depois. Adivinha que homem e duas meninas são essas?

Ou seja, sem que saibam, Paul, Cristina e Jack têm suas realidades cruzadas. Porém, somente ao final é o que os três ficarão frente a frente e deverão resolver seus conflitos e seus fantasmas. E esse vai-e-vem de “21 Gramas” é que é espetacular: você já sabe que os três estarão no mesmo ponto da estrada ao final, porém não tem idéia de como isso ocorrerá. Isto do final aparecer no começo seria apenas um recurso estilístico se a história, posteriormente, fosse contada de modo linear. Porém ela não é! A gente vê partes do futuro mescladas com partes do presente e tudo vai ficando como um quebra-cabeças daquele que sempre falta uma peça pra completar. Esta peça só vem ao final, quando revemos a cena que apareceu no início porém sabendo das outras partes que faltavam para que entendéssemos o filme.

É por isso que considero “21 Gramas” o melhor dos três filmes. Fora o fato de que a interpretação dos três protagonistas é fantástica (parabéns a Sean Penn, Naomi Watts e Benicio del Toro) e de que o nome do filme vem de uma tirada bem bacana (pra você saber qual é, só assistindo a obra até o fim!). Não esquentem muito de ficarem perdidos durante o filme, ok? (eu sei que é meio perturbador mas garanto que ao final vocês entenderão tudo!).

Babel

“Babel” (França/EUA/México, 2006) é o último filme da trilogia Iñárritu/Arriaga e, se assim posso dizer, foi feito pra ganhar Oscar. Ganhou só um mas chegou na cerimônia do Oscar 2007 como um peso-pesado para a disputa pois havia sido indicado para as categorias de melhor direção, melhor edição, melhor roteiro original, melhor filme e melhor atriz coadjuvante (duas indicações). Ou seja, chegou com 7 indicações fortíssimas e, mesmo só tendo ganho um prêmio, foi um dos melhores filmes feitos em 2006.

E por que digo que “Babel” foi feito para ganhar Oscar? Bem, basicamente porque ele levou os princípios da trilogia Iñárritu/Arriaga a um nível global, colocando temáticas atuais e políticas no caldeirão de histórias que são apresentadas (como, por exemplo, a questão dos imigrantes mexicanos nos EUA). Ao contrário dos dois filmes anteriores, em “Babel” não temos somente três realidades que se cruzam mas sim vários personagens que se ligam uns aos outros conforme a história vai passando.

Os cortes de cenas no filme não são tão alucinados quanto os de “21 Gramas” e, mesmo com uma quebra de linearidade em alguns fatos e eventos, podemos dizer que “Babel” é um filme com começo, meio e fim bem definidos. Vemos as várias histórias no início, acompanhamos, por partes, o desenrolar delas e, ao final, sabemos como termina cada uma.

Aliás, são tantas coisas que ocorrem no filme que, se for contá-las com mais detalhes, este post não terá fim. Apenas saibam que existem 5 núcleos que estarão relacionados (não todos ao mesmo tempo), a saber: o casal norte-americano que busca um sentido para o casamento ao fazer uma excursão no Marrocos; dois filhos (crianças) de um criador de bodes do deserto marroquino, que buscam aprender a manejar o rifle do seu pai para proteger os animais dos ataques de lobos; a babá mexicana dos dois filhos do casal norte-americano que está no Marrocos, a qual deverá estar no casamento de seu filho no México – porém, como fazer isso se as crianças ficarão sozinhas?; o sobrinho desta babá, que vai até os EUA buscá-la para o casamento; e, por fim, uma jovem surda-muda japonesa, que tenta se adaptar ao mundo dos adolescentes “normais”.

Sem dúvida alguma, através desse caldeirão de situações, “Babel” é o mais universal dos três filmes. Enquanto os outros dois tratam de um contexto local, “Babel” mostra como várias culturas podem estar interligadas pela dor e pelo amor, mesmo que não tenham quase nada em comum. Ou seja, apesar de vivermos nesta loucura de “torre de Babel” em que a intolerância impera, somos todos pertencentes à raça humana e, levando ao nível mais básico de análise, sofremos e nos alegramos da mesma maneira.

Um filme bacana, apesar de que algumas situações ficaram meio “forçadas” para que houvesse uma interligação entre as histórias contadas. Agora, sem dúvida alguma, “Babel” mereceria ter levado algum Oscar a mais na disputa. Talvez o de melhor filme? (ninguém consegue me tirar da cabeça que “Babel” é bem superior a “Os Infiltrados”).

Ufa! Deu trabalho escrever sobre a trilogia Iñárritu/Arriaga, mas eu consegui. O mínimo que vocês podem fazer depois deste esforço meu é comentar os filmes da trilogia que já viram ou assistir aos que não foram vistos. Ficou dada a dica de três filmaços pra vocês, ok? :)

Aprendiz 5 – O Sócio

Se tem um reality show que eu vi bastante e que ainda vejo com certa frequência, este é o “O Aprendiz”. Ontem começou a quinta edição do programa, cujo vencedor será sócio do “magnânimo” Roberto Justus, além de ganhar um prêmio de R$ 2 milhões de reais (pô, o dobro do “Big Shit Brazil!”).

Aí você deve estar pensando: “Que é isso, André? Vendo ‘O Aprendiz’? Entrou na farra do ‘pão e circo’? Tá gostando de ver gente humilhada na TV?”. Nada disso. Vejo o programa (ainda) por um simples motivo: aquilo é uma paródia do que vem a ser o mundo empresarial. “Ahn?” É, é verdade. Um mundo que se mostra sólido, de pessoas altamente qualificadas, arrojadas, dinâmicas, que entregam o resultado, que têm foco, blá-blá-blá… mas que, na verdade, revela-se um mundo vazio por dentro, um gigante com pés de barro, de pessoas que gostam de fórmulas prontas e que são capazes de dar rasteira no próximo sem pestanejar.

O pior é que o próprio apresentador, com todo um jeito de “executivo de sucesso”, também faz parte deste mundinho. Ao pisar nos candidatos sem dó nem piedade, muito mais do que ganhar audiência, Justus cria uma aura de homem implacável, tornando-se paradigma do que viria a ser o “homem de negócios ideal”. O problema é que esta humilhação promovida por ele é um fim em si mesma: não se nota uma linha de pensamento, um estilo de ação, nada disso. Tudo varia conforme o humor do homem. Por exemplo: se um dos candidatos contrariou o líder do seu grupo numa determinada prova, Justus pode considerá-lo tanto  um “agitador” quanto uma “pessoa dinâmica e pró-ativa”. Ser encaixado numa ou noutra categoria dependerá de como ele te vê. Ou seja, Justus é o “imperador” do programa.

Senão, vejamos. Ontem, na estréia, o homem estava mais do que atacado. Dava “corda” para que os candidatos se “enforcassem” na maior, e os caras entravam na onda. Estrupiava todos eles, citando seu poderio econômico: “hoje eu tô te mantendo no programa, mas se você fizer esta besteira de novo, eu não te darei dinheiro algum nem sociedade alguma, entendeu? Fui claro?”. Corrigia o português dos candidatos a todo momento, com um ar de Pasquale Cipro Neto de dar inveja. Em alguns momentos, até dava uma de malandro: “Vocês anunciaram o evento como ‘corrida dos patos’. Não sei se vocês sabem, mas ‘pato’ no Brasil também é mané… Quer dizer então que vocês queriam fazer um evento para manés? Quem iria neste evento? Tsc, tsc… lamentável. Era só colocar ‘corrida DE patos’ e tudo estaria correto. Olha o português, pessoal…”.

Aí você vê o seguinte: neguinho que sai por aí dizendo que é empreendedor, que entrega resultados, que tem duzentos MBAs, que é isso, que é aquilo outro e talz, na verdade é um cara que tem idéias de mula, que não sabe falar corretamente a língua materna, que só quer puxar o tapete do outro, que repete chavões vazios com um ar de doutor (tipo ’sem planejamento não se alcançam resultados positivos; o planejamento é a chave do sucesso!’)… Por isso eu ainda vejo o programa: aquilo é o mundo empresarial em miniatura. Tá certo que se salva um ou outro no meio da bagunça, mas a maioria dos candidatos (selecionados entre milhares, ou seja, os melhores dos melhores) são fracos mesmo.

E o melhor: todos eles aceitam com resignação a pecha que Justus lhes coloca. Praticamente um súdito ajoelhando perante o imperador. Teve até um cara que “demitiu o Justus” da sua vida num programa anterior, mas aí depois foi tão escrachado e humilhado que saiu com o rabo entre as pernas, chorando e pedindo desculpas pelo seu ato. Esse aí, ainda por cima, era um verdadeiro cagão.

Ainda tem mais: o apoteótico final de cada episódio. Justus sempre fica entre dois candidatos para decidir qual deles demitirá. Titubeia pra um, humilha o outro, põe um contra o outro (fazendo a famosa pergunta: “por que devo demitir ele e não você?”, fala uns ensinamentos de quinta categoria e… pumba! “Você está demitido” é dito para um dos participantes.

Então, nada de ver “O Aprendiz” para saber como funciona o mundo dos negócios. Aquilo ali serve pra você rir de uma coisa que por fora parece “boa viola” mas por dentro é “pão bolorento”. Ah, e também pra rir do Justus, obviamente: com aquele jeito empolado e aquele ar de superioridade, o cara parece realmente um robô (pô, Tom Cavalcante, cadê aquela imitação que você fazia dele?)… Então, tá aí: se tiver tempo, toda terça e quinta, às 23h. Veja pelo menos um, ok? E fique com a musiquinha “Money, money, money… money!” na cabeça (hehehe).

P.S.: pra quem não viu o programa ainda, aqui tem uma amostra. Vejam a aula de história do executivo e o perfil dos candidatos! Hahaha! Demais, não?


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