Peço antecipadamente desculpas aos leitores do blog por, mais uma vez, trazer um post político chato. É uma tristeza pois quando falo de política por aqui, é só pra descer a lenha em alguém. Por isso, se você não aguenta nem ouvir mais deste assunto, pula pro próximo post e estamos todos numa boa.
Hoje foi horrível. Eu achava que o Jair Bolsonaro tinha ido longe demais quando, em 2005, levou o torturador de José Genoíno ao depoimento do mesmo, creio que na CPI dos Correios. Ao menos, Bolsonaro expôs sua verdadeira face a todos: a de um tonto saudosista da ditadura. Ele foi direto. Baixo, vil, estúpido e sem propósito, porém direto.
No entanto, creio que o episódio de hoje envolvendo o senador Agripino Maia (DEM/RN) e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi pior. Pior no sentido de que Agripino não foi direto. Dissimulou um assunto, falou em democracia, envolveu outras histórias no meio e, finalmente, se saiu com a pérola maior: como confiar na ministra se, QUANDO TORTURADA NA ÉPOCA DA DITADURA, ela mentiu escandalosamente? Obviamente trata-se de uma mentirosa, não?
Covarde e baixo. Absurdamente leviano e grosseiro. Ridículo e medroso. Por que ele não chegou e disse abertamente que tinha saudade da ditadura? Que, por ele, a ministra estaria metida num pau-de-arara, apanhando até não aguentar mais? Aliás, porque invocar o regime de exceção se o próprio Agripino foi prefeito biônico daquele período?
É por isso que somos obrigados a ouvir a resposta de Dilma. A imprensa pouco noticiou. O “Jornal Nacional” editou bastante. Eu não. Coloco o vídeo aí embaixo para que todos vejam a resposta. Resposta esta a uma provocação gratuita e que não levaria a nada, a não ser desestabilizar emocionalmente a ministra (o que não ocorreu, pois ela foi bem forte). Mais ainda: uma provocação que corou figuras como Arthur Virgílio, Mão Santa e Heráclito Fortes.
Mas não tem nada não, caro leitor. Ainda chegará um dia que eu farei um post positivo sobre o tema política, de preferência com algumas destas figuras de hoje (quem sabe o próprio Agripino?) enterradas e esquecidas da História.

É inaceitável, o cara tem que ser cassado por quebra de decoro parlamentar, como devia ter sido o Bolsonaro. Certo, ele tem o fator mitigante de ser deficiente mental, mas não justifica. Como não falo palavrão no blog dos outros, fico por aqui e vou escrever palavrão lá no NPTO.
Tem que ser cassado por quebra de decoro parlamentar na maior. O problema é que ninguém cogitou isto, a imprensa cobriu porcamente e não vai haver pressão suficiente pra que o Agripino seja cassado. Lamentável esta imprensa nacional.
Te digo sinceramente, NaPrática: o cara fez o Arthur Virgílio corar de vergonha. Preciso dizer mais alguma coisa?
Abraços,
Enterrando já estamos, ACM que o diga…