Recebemos o grau de investimento!, Parte II

No dia 30 de abril eu já tinha colocado aqui no blog um post sobre o grau de investimento que o Brasil recebera da agência de classificação de risco Standard & Poors. Como esperado pelo mercado, era questão de dias para que outra agência qualquer ratificasse a nota da Standard. Bem, demorou quase um mês mas o Brasil recebeu hoje a segunda classificação de grau de investimento.

Desta vez foi a Fitch que colocou o Brasil no grupo de países que representam um porto seguro para o investimento estrangeiro. A nota do país foi elevada de BB+ para BBB-, o primeiro patamar na escala dos países considerados adequados para investimento. Segundo a Fitch, “a elevação do rating reflete a melhora dramática das contas externas e do setor público do Brasil, que reduziu bastante a vulnerabilidade do país a choques externos e de câmbio e fortaleceram a estabilidade macroeconômica e melhoraram as perspectivas de crescimento para o médio prazo”.

Creio que seja questão de dias o recebimento do terceiro grau de investimento por parte do Brasil. Das três maiores agências de risco, só a Moody´s ainda não colocou o país neste patamar: a nota atual atribuída é Ba1 e, apesar da perspectiva estável para esta nota atribuída pela agência, creio que ela irá na mesma linha dos argumentos da Standard e da Fitch – ou seja, que o Brasil melhorou sua situação externa, que o setor público está menos endividado, que o nível de reservas é razoável, etc, etc… – e nos dará o grau de investimento também.

Como eu tinha dito no post anterior, o impacto imediato seria a pressão baixista sobre a cotação do dólar (se quer saber os efeitos positivos da classificação do país como grau de investimento, veja o post anterior, estou com preguiça de escrever tudo de novo…). Tiro e queda. Hoje a moeda norte-americana chegou na menor cotação dos últimos 9 anos: baixa de 1,09%, cotação a R$ 1,637. E podem esperar, porque vai vir mais queda pelo caminho.

Sei não, vai ter gente bem crítica que dirá que o governo atual só se beneficia dos ventos externos para produzir bons resultados na economia e que todas as políticas que tem feito foram criadas no governo anterior. Enfim, mesmo se aceitarmos tal argumento (eu não o acho válido), devemos louvar então que as coisas estão se estabilizando (para melhor) um pouco mais no país, principalmente no campo econômico. Acho que notícias como o recebimento do grau de investimento só refletem isto. Ou seja, pelo menos lá fora, o Brasil já não é a “Joana´s mother house” de anos atrás (ai, inglês ruim este, hein?).

1 Resposta para “Recebemos o grau de investimento!, Parte II”


  1. 1 napraticaateoriaeoutra Quinta-feira, 29 / Maio / 2008 às 10:20 pm

    De fato, eu não aguento mais esses comentários “ah, isso aí não é nada”, que os caras estão fazendo faz anos, esperando a hora em que vai ser verdade. Alguma hora sempre vai ser, e não tem mérito nenhum em ser o mitológico relógio quebrado que acerta duas horas por dia.


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