Bacharéis, engenheiros, doutores, diplomatas…

Hoje entrei no portal G1 e vi lá no arquivo deles que, há exatos 14 anos, morria o humorista Mussum. Lembro-me que ainda era pivete nesta data. Porém na hora em que soube da notícia da morte dele, cheguei a uma conclusão bem madura: os Trapalhões definitivamente tinham acabado. Se a morte do Zacarias, 4 anos antes, já tinha deixado o negócio um pouco sem graça, a morte de Mussum era o último prego que faltava para lacrar o caixão dos Trapalhões. O Dedé era muito sem graça e o Didi perdia a graça rapidamente devido ao fato de ele sempre se dar bem nas piadas.

Relembrando aquela época, chego à conclusão de que o elemento que dava a liga nas piadas era mesmo o Mussum. O jeito atrapalhado, o cara todo torto, o malandro, o cachaceiro… Ele era tudo isso e não tinha vergonha. Era o “negão”, o “azulão”, e não tava nem aí. Ou seja, entre um bobão (Zacarias), um cara sem-sal (Dedé) e o espertão que sempre se dava bem (Didi), o Mussum realmente era o diferencial. Até o jeito dele de falar era diferenciado (quem não se lembra do “cacildis”?).

Nisso, cheguei a uma conclusão hoje (depois de ver o arquivo G1): Mussum foi responsável por umas boas risadas que dei durante a minha infância.

Em homenagem a isso, coloco abaixo um vídeo que considero ser um dos mais engraçados envolvendo o Mussum. Obviamente ele tinha que ser num boteco e obviamente também tinha que contar com a participação do impagável Tião Macalé. A piada final é até sem graça. Mas o “durante” é de rachar o bico. Primeiro, pelas qualificações que Didi dá a Mussum e Macalé: “doutores”, “engenheiros”, “bacharéis”, “diplomatas”… Segundo, pela cantoria do Tião Macalé (que música é aquela?); Terceiro: pelo nervosismo engraçado do Mussum e, Quarto: pela “pindureta” que ele tenta aplicar no Didi…

Fiquem com o vídeo e dêem boas risadas!

P.S.: tem pessoas no meio artístico que sofrem de um grave problema. Elas não sabem a hora de parar. Neste último domingo, vi 5 minutos do programa “A Turma do Didi”. Aquilo é patético, ridículo… Nem parece que o sr. Renato Aragão já fez um dos melhores programas de humor do Brasil em algum momento do passado… E o pior é que agora ele já quer colocar a filha na parada artística. É mole? Espero que “O Guerreiro Didi e a Ninja Lili” tenha sido um fracasso estrondoso de bilheteria!

7 Respostas para “Bacharéis, engenheiros, doutores, diplomatas…”


  1. 1 aiaiai Quarta-feira, 30 / Julho / 2008 às 10:01 am

    muito bem lembrado…eu também dei muita risada com o cara. Fiquei intrigada com a música do macalé…tem alguma coisa de jane kelly, né não. Devia ser algo nas paradas de sucesso daquela época, uma música importada kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. 2 André Quarta-feira, 30 / Julho / 2008 às 9:22 pm

    Taí o desafio pra galera: qualé a música cantada pelo Tião Macalé? Tem que descobrir a música e achar um vídeo no youtube para que nossa “banca julgadora” possa comparar as versões…

    Abraços,

  3. 4 Rafael G. Ferri Segunda-feira, 22 / Dezembro / 2008 às 12:33 pm

    Segue o som…
    Alvin Lee – Jenny Jenny

    Abraço!!

  4. 5 Rafael G. Ferri Segunda-feira, 22 / Dezembro / 2008 às 12:34 pm

    Ah…
    link no youtube

  5. 6 Soraya Casado Quinta-feira, 25 / Dezembro / 2008 às 1:38 pm

    Galerinha,
    Nem acreditei qd vi q vcs tb queriam saber qual a música q o Tião cantava kkkkkkkkkkkkkkk… Engraçado d+ o vídeo deles no youtube! Valeu pela dica da música. Bjocas.

  6. 7 Macalé Terça-feira, 17 / Março / 2009 às 12:33 pm

    Na verdade, Tião se inspirou em Little Richard, nada a veres com esse Alvin Lee


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