
Incrível! Espetacular! Sensacional! As meninas do vôlei do Brasil ganharam o ouro em cima das norte-americanas! Demais, tô até agora vibrando com a vitória delas! Só consigo falar em exclamações!!!
Uma campanha incrível: um set perdido em toda a competição, coisa que eu nunca tinha visto em Olimpíadas. Hoje vencemos os EUA por 3 sets a 1. Demos um show no primeiro, fechando por 25 a 15; elas jogaram melhor no segundo e os EUA ganharam por 25 a 18; fomos pro terceiro set jogando muito e vencemos por 25 a 13.
Faltava apenas um set pro ouro. E ele foi espetacular: o Brasil perdia por 15 a 13, virou, abriu 17 a 15, depois tomou uma revirada, 18 a 17 pros EUA. A partir daí, só deu Brasil: com bloqueios espetaculares e com Sheilla, Mari e Paula Pequeno voando em quadra, as norte-americanas não sabiam mais o que fazer. Resultado: 25 a 20 no último set e o Brasil campeão olímpico pela primeira vez no vôlei feminino!
E esta medalha tem muitos motivos pra ser considerada especial. O Brasil saiu arrasado das últimas Olimpíadas: vencia a Rússia por 2 sets a 1, tinha 24 a 19 no quarto set, mas mesmo assim perdeu seis match points e a chance de ir a final. O time ficou tão quebrado que sequer ganhou o bronze. Zé Roberto Guimarães teve que fazer um trabalho de reconstrução do time nestes quatro anos e passou por vários percalços (a derrota de virada para Cuba no Pan-Americano foi um deles), mas chegou nas Olimpíadas voando. Cresceu na hora certa: campanha impecável e grande medalha de ouro.
E fica a lição aí pra todos: numa derrota, crescer, planejar, botar a cabeça no lugar. Foi o que o Brasil fez no vôlei feminino. Mari, a jovem jogadora tão criticada por ter errado pontos críticos nas outras Olimpíadas, foi inicialmente poupada no trabalho de reconstrução. Quando voltou à seleção, já tínhamos muitas outras boas opções de jogo e a mais espetacular delas, na minha opinião, foi a jovem Sheilla. Joga muito e é uma pessoa de confiança nos momentos críticos. O trio ofensivo do Brasil funcionou muito nestes Jogos Olímpicos com Mari, Paula e Sheilla.
Fora isso, Juca Kfouri mostrou no seu blog ontem, através do artigo “Segredinhos do vôlei feminino”, que José Roberto Guimarães levou a gabaritada psicóloga Sâmia Figueiredo para Pequim. Segundo Juca, o vôlei feminino era “única equipe nacional com uma especialista em psicologia esportiva na delegação”. Valeu muito: não é uma psicóloga que vai ganhar os jogos pra nós, mas para uma equipe que já tinha sofrido várias derrotas traumáticas, o trabalho com a cabeça das meninas era mais do que necessário.
E valeu a pena pois o Brasil jogou muito, com tranquilidade, inclusive hoje depois de ter perdido seu primeiro set nestes Jogos. É um trabalho importante, que muita gente não vê, mas que o Zé Roberto viu como essencial. Deu no que deu, obviamente aliado a grande habilidade das moças do país. Podíamos perder até por sermos piores tecnicamente; mas com certeza não perderíamos por falta de tranquilidade como havíamos perdido em Atenas.
E parabéns também a Zé Roberto Guimarães, o primeiro treinador da história dos Jogos Olímpicos a ganhar ouro no vôlei masculino (Barcelona-92) e feminino!
Agora fica a nossa torcida pro vôlei masculino de hoje à noite. Independente do resultado, de longe (mas de longe mesmo), o vôlei tem sido o esporte mais vencedor do Brasil nestes anos 2000. Que isto leve a maior investimentos, maior número de praticantes e que o país continue na elite deste esporte.
É ouro pro Brasil! Parabéns a Carolina, Fabiana, Fabi, Fofão, Jaqueline (que ficou um tempo fora da seleção por ter sido pega no doping – depois ela foi absolvida), Mari, Paula Pequeno, Sheilla (jogou muito!), Thaísa, Sassá, Valeskinha, Walewska, Zé Roberto Guimarães e toda a comissão técnica! Brasil-sil-sil!!!
E agora eu vou ver o hino do Brasil tocando pela terceira vez nestes Jogos Olímpicos! Hoje à noite tem mais torcida: Marílson na maratona e o vôlei masculino!


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