Arquivo para Maio, 2009

Entrevista (ruim) de FHC na Rolling Stone

rollingstone_capa_155Tudo bem, eu já qualifiquei a entrevista no próprio título do post. Mas, pra amenizar um pouco as coisas, coloco a capa da Rolling Stone de maio aí ao lado. Preferia falar da Fernanda Machado, mas infelizmente este blog não é coluna social. Então tenho que falar da entrevista do FHC na revista que tem a dona aí do lado na capa. A entrevista foi ruim, mas a esperteza dos editores da revista não: tivessem eles colocado o FHC, a revista não teria vendido 10 exemplares. 

À entrevista, ora pois.

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Comentários: muda tudo de novo

Essa é rápida: mudei de novo a forma de responder os comentários. A ideia anterior (responder em itálico dentro do próprio comentário) aparentemente deu errado porque acho que ninguém notava as minhas respostas. O dr. vtYojr me alertou pra isso e, então, após menos de 1 semana, volto a responder os comentários da maneira antiga (ou seja, colocando um comentário meu).

A única diferença é que uma resposta minha a um comentário fica alinhada a este, bem como respostas dos leitores à comentários feitos.

Enfim, é por conta desta nova mudança que “apareceram” vários comentários meus à direita (na verdade, eu só transformei as respostas que dei durante esta semana em comentários).

Prometo: não mudo de novo esse negócio tão cedo (dá um baita de um trabalhão).

Sábado Musical, n° 1

Vamos ver se essa série dura. A idéia é a de colocar uma música, selecionada aleatoriamente da minha biblioteca, aos sábados. A primeira segue hoje. Vamos ver o que aparece. Ah, eu tenho que gostar bastante da música pra ela aparecer aqui.

“Wishlist”, Pearl Jam (‘98)

Não podia começar melhor. Uma das melhorias poesias de Eddie Vedder e uma das melhorias melodias do Pearl Jam. “Sábado Musical” estreia, sem dúvida alguma, com o pé direito. Ou não?

UOL, portal FDP

Eis que entro no UOL hoje de manhã e dou de cara com a seguinte chamada:

uolfdp_1

Alguma esperança para o torcedor alvinegro praiano? Mas que nada… Clicando na reportagem, vemos o seguinte:

uolfdp_2

(pra quem não sabe, Teixeira é o presidente do Santos)

Conclusão: só pode ter sido obra de algum corinthiano sacana que trabalha no UOL, vulgo “portal FDP” pra este que vos escreve.

UPDATE: pra vocês terem uma idéia do porquê de nós, santistas, estarmos desesperados por jogadores bons, vejam isto aqui. Não que o cara apresentado seja um perna-de-pau, mas o fato de ele aparecer muito mais pelas piadas ou tiradas do que pelo futebol é um sinal que a coisa tá feia lá pros lados da Vila Belmiro.

O Leitor

thereaderQuando este filme passou nos cinemas, eu não consegui vê-lo. Até acho que ele ficou pouco tempo em cartaz. Mas na semana passada aluguei-o e minhas impressões positivas foram confirmadas. “O Leitor” (2008, 124 min., dirigido por Stephen Daldry) realmente é um filmaço. Antes de falar o porquê, vamos ao nosso costumeiro breve resumo.

Após o término da Segunda Guerra Mundial, um adolescente da Alemanha Ocidental chamado Michael Berg (David Kross) fica doente no meio da rua e é socorrido por uma mulher chamada Hanna (Kate Winslet). O encontro dos dois gera uma paixão à primeira vista, apesar de Hanna ter, no mínimo, o dobro da idade de Michael. Este, após se curar da doença, começa a ir à casa de Hanna diariamente e os dois desenvolvem um romance tórrido. Mas antes do “rala e rola” propriamente dito, Hanna sempre pede que Michael leia-lhe algum livro. O muleque acha estranho, mas se esse é o preço a se pagar pra ficar com a mulher, ele aceita na maior.

Um dia, sem mais nem menos, após algumas brigas, Hanna some do mapa. Michael fica totalmente desolado.

Alguns anos depois, Michael é estudante de Direito. Empolgado com o curso, ele aceita assistir aos julgamentos de criminosos nazistas pra ver se melhora seus conhecimentos. Adivinhem então quem ele encontra como ré? É, isso mesmo. A sua paixão da adolescência, Hanna. E como todo criminoso nazista que se preze, a mulher é acusada de ser responsável pela morte de centenas de judeus.

A partir desse ponto o filme fica fantástico. Michael sabe de um segredo que pode ajudar Hanna, diminuindo sua pena. Porém, deve revelá-lo dado que a mulher é uma nazista fdp? Pô, mas mesmo sendo uma nazista fdp, ele foi apaixonado por ela e, vá lá, aceitaria novamente a companhia amorosa da nazi numa boa. Repararam o conflito que vive esse personagem e como é difícil lidar com ele?

Deve ter sido por isso que escolheram Ralph Fiennes para interpretar o Michael adulto. O ator consegue passar uma sensação de tristeza e de perturbação muito grande nos filmes em que atua. A escolha foi certeira, sem dúvida alguma.

Bem, e por que então o filme é muito bom? Primeiro, a história é incrível. Aliás, o livro que deu origem (escrito por Bernhard Schlink) deve ser espetacular, qualquer dia desses eu ainda leio e resenho ele por aqui. Segundo, o diretor soube conduzir maestraelmente o andamento desta história – só para lembrar, Stephen Daldry também foi diretor de “As Horas” (o qual já comentamos aqui). Terceiro: Kate Winslet manda muito bem como a nazista amante do muleque e posteriormente como a velhinha que está presa e será confrontada com os fantasmas do passado. Sua interpretação foi, sem dúvida alguma, merecedora do Oscar que recebeu. Quarto: a trilha sonora tem o estilo de suspense que vai deixando você nervoso, a la Philip Glass. Até parece que foi ele quem a fez, mas não foi não.

Bem, o filme está mais do que recomendado a vocês. Claro que sou suspeito para falar de “O Leitor”, dado que o filme encaixa no gênero cinematográfico que mais aprecio (drama) e  tem um fundo histórico que me chama bastante a atenção. Independente da suspeição, tenho a grande impressão de que vocês irão gostar. Aguardo os futuros comentários.

P.S.: num dos depoimentos que vi sobre 1968, um líder estudantil disse que um dos motivos da explosão daquele ano foi o fato da juventude viver em uma sociedade fechada, cujos pais não queriam falar do passado. E o motivo era justamente o de que relembrando o que ocorreu durante a Segunda Guerra, muitos seriam taxados de colaboracionistas e não engajados. Pior do que isso: alguns tinham sido, de fato, criminosos de guerra. Segundo o líder estudantil, tais cicatrizes ainda não tinham sido curadas no “ano que não acabou” (como 1968 ficou conhecido posteriormente).

Pequenas mudanças no blog

Caros leitores, pensei em fazer uma grande mudança aqui no blog mas nenhum dos temas disponíveis no WordPress me parece mais bonito do que o que estou usando atualmente (o K2-Lite). Deste modo, a cara do blog fica mais ou menos a mesma, por enquanto.

Digo mais ou menos pois fiz uma pequena série de melhorias no blog. São elas:

- Escrevi um mini currículo. Taí na aba “Autor”. Muita gente entrava aqui no blog querendo saber quem era a pessoa que tocava o “A Volta…”. Bem, acessando a tal aba vocês terão um breve perfil meu.

- SAC. Também conhecido como “serviço de atendimento ao consumidor”. Criei esta aba para (i) deixar o e-mail de contato do blog (recém criado); (ii) mostrar como responderei aos comentários e (iii) pra falar um pouco do relacionamento blogueiro-leitores. É uma aba que espero atualizar constantemente.

- Sobre o blog. Mais uma aba que criei para falar sobre o que escreverei aqui. Nem percam tempo: é uma justificativa tola pra eu dizer que falarei sobre aquilo que der na minha telha.

- Diminui o número de últimos comentários e últimos posts mostrados na página inicial. Antes eram 10, agora são 5. Acho que a página fica mais enxuta assim.

- Acabei com as tags e transformei tudo em categorias. Sei lá qual o efeito prático disso, mas os assuntos estão agora classificados de uma melhor maneira. Se você achou interessante um post sobre algo, veja qual a categoria dele (está abaixo do título do post) e selecione-a na caixa de opções que aparece aí à direita em “Categorias”. Pronto: você terá posts com os mesmos assuntos do que o que você acabou de ler.

Enfim, digam aí o que vocês acharam das pequenas mudanças (inclusive no laioute do blog). Para isso, vocês podem enviar comentários ou então um e-mail para avolta.andre arroba gmail ponto com (só não coloco o endereço da maneira tradicional porque… sei lá, vi alguém dizendo um dia que poderia ser usado pra envio de spam).

Sinais da velhice musical

Sempre que posso, mudo de canal enquanto tomo o café da manhã aqui em casa. O pessoal adora ver as notícias do dia e nisso, invariavelmente, colocam no infame “Bom Dia Brasil”. Começar o dia com o sermão do seu Alexandre Garcia até me dá azia.

Bem, nessa mudança de canal eu coloco ou na MTV ou na VH1. Pois bem, hoje coloquei na primeira. No horário da manhã, passa um conjunto de clipes num programa chamado “Lab Clássicos”. Segundo a emissora, o programa mostra

Os clipes que fizeram história na MTV e antes mesmo dela existir. As melhores performances dos anos 60 e 70, os primórdios da MTV Americana nos anos 80 e os clipes que marcaram o rock e o pop da década de 90″

Nisso, hoje vi o clipe de duas músicas que eu adorava quando tinha 16 anos (nos idos de 1998). Bem, pra saber quais são as músicas você terá que clicar no link abaixo. Mas assistindo aos clipes, cheguei a duas conclusões: (i) caraca, como o tempo passou!; (ii) caraca ao cubo, o que ouvia quando jovem já virou “clássico” pra MTV!

São sinais da velhice musical, senhores. Qualquer dia eu escrevo sobre este fenômeno.

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Muita ira no Ira!, o retorno

Há mais de um ano atrás, eu tinha falado sobre o quebra-pau que determinou a saída de Nasi e praticamente acabou com a banda Ira! De fato, já faz mais de dois anos que a banda acabou. A briga entre os ex-membros não.

De um lado, Nasi. Até pedido de interdição judicial por parte do pai o cara sofreu (e tal pedido foi julgado improcedente). Do outro, Edgard Scandurra e André Jung (baterista). Ao que parece, Nasi brigou feio de verdade com o segundo. Ano passado, no programa do João Gordo (se não me engano), Nasi falou barbaridades sobre o baterista. Scandurra, depois da briga inicial, toca projetos paralelos e se cala sobre o caso.

Este vídeo, postado em 15 de maio no YouTube, resume um pouco a briga de foices que virou o término da banda. Nasi esbraveja contra Jung (de modo direto), expõe uma decisão judicial na qual o baterista deveria indenizá-lo em R$ 100 mil e em um dado momento diz “4 a 0″, referência às vitórias judiciais que teve sobre os outros membros e empresário da banda.

A forma de expor o caso mostra que Nasi se sentiu extremamente sacaneado. A própria idéia de quase chamar pra briga os ex-membros neste vídeo do YouTube mostra que a guerra nos bastidores continua fortíssima. Para se ter uma idéia, a página do Ira! na internet mostra um “Site temporariamente fora do ar”, fruto talvez da decisão judicial que Nasi cita no vídeo.

No começo da briga dos membros, eu até achava possível uma reconciliação futura do grupo. Com a pobreza que temos no cenário do pop-rock nacional atualmente, a presença do Ira! era um contraponto àquelas bandas puramente comerciais que proliferam nas rádios. Com a briga que os caras estão tendo, minha conclusão é uma só: quem viu o Ira! em ação, viu. Quem não viu, não verá mais. Finito.

Clique aqui para ler o blog do Nasi, “the Brazilian Wolverine” (até Hugh Jackman tomou conhecimento dele – veja neste vídeo).

P.S.: no dia do meu aniversário, ouvi no meu mp3 player a música “Envelheço na Cidade”. A música praticamente traduziu meu estado de espírito naquele dia: “Juventude se abraça / Se reúne pra esquecer / Um feliz aniversário / Para mim e pra você / Feliz Aniversário / Envelheço na cidade…”

Champions League 08/09: Barcelona campeão

barcelona_campeãoPelo pouco que eu li e vi, o Barcelona foi muito mais time que o Manchester United e mereceu ter vencido a final da Champions League 08/09. Os gols foram marcados por Eto´o (9 do 1° tempo) e Messi (26 do 2° tempo), dois dos atacantes daquele que é considerado o melhor trio ofensivo do mundo (o outro atacante é o Henry).

E os números comprovam: os três fizeram 157 gols nesta temporada.

Veja os gols do jogo aqui.

Sei não, mas acho que o Barça encara mais uma vez um time brasileiro na final do Mundial Interclubes, em dezembro. Em 92, eles pegaram o São Paulo; em 2006, o Internacional. E agora, quem será?

Segundo a profecia do NPTO, seria o Palmeiras, novo lar do folclórico Obina. Se isto ocorresse, seria algo bem interessante: imaginem só a torcida gritando lá na final do Mundial Interclubes o “Ô, Ô, Ô, Ô, Obina is much better than Eto´o!” (pedir que os japoneses cantem este hino em português já é demais). O camaronês ficaria com uma cara de dúvida, provavelmente se perguntando quem afinal seria o tal do Obina.

Bem, se o Eto´o acreditar na profecia do NPTO e quiser começar a se preparar pra enfrentar a fera, é só começar a estudar por aqui.

Crédito Foto: Carl de Souza/AFP.

Crise mundial e combate às drogas

Em 2009, o mercado de drogas proibidas vai movimentar, no sistema financeiro internacional, por baixo, 300 bilhões de dólares. Nos últimos quinze anos, esse valor oscilou entre 100 bilhões e 400 bilhões de dólares. É a demonstração do vigor de um setor que não parece atingido pelos efeitos da crise financeira mundial.” (grifos meus)

São com tais números que Wálter Fanganiello Maierovitch começa o artigo “Guerra Perdida”, escrito na última edição da Carta Capital. Interessantíssimo texto, um dos melhores da edição de aniversário de 15 anos da revista.

Um ponto interessante no artigo do Wálter é o seguinte: com o fracasso do “War on Drugs”, a política linha-dura dos presidentes Clinton e Bush Jr. pra reduzir a comercialização das drogas, cada vez mais aceita-se a idéia de que é praticamente impossível reduzir o consumo de drogas no mundo, seja porque a demanda continua firme e forte, seja porque nações inteiras e um bom naco da economia mundial dependem da grana oriunda deste comércio.

Se assumimos que a demanda por drogas ilícitas é inelástica, em tempos de crise global este será um dos poucos mercados que continuarão operando com força. Aí voltamos ao primeiro parágrafo: com esse montante de dinheiro movimentado pelo mercado das drogas ilícitas, adivinha só quem é que vai querer um pouco da grana envolvida?

O governo, é óbvio.

Neste sentido, o artigo do Wálter apresenta algumas propostas de governantes e legisladores. A mais interessante (não pela criatividade mas sim pelo pragmatismo) foi a do governator Schwarzenegger, complementada pelo deputado republicano Tony Ammiano:

Uma Califórnia quebrada e sem poder aumentar tributos levou o governador Schwarzenegger, um republicano que já apoiara Bush na War on Drugs, a reunir a imprensa no começo de maio. Ele precisava anunciar que havia chegado o momento de seu estado discutir a legalização da maconha para uso lúdico-recreativo. Pelos seus cálculos, a legalização da maconha para consumo recreativo permitiria, por meio de tributos, a arrecadação de 1,3 bilhão de dólares, o que poderia ajudar a salvar a lavoura. O rombo nas contas públicas do estado é estimado em 42 bilhões de dólares.

Schwarzenegger, na verdade, deu sinal verde para a bancada estadual republicana aprovar o projeto de lei apresentado, em abril passado, pelo deputado Tony Ammiano. O projeto equipara a maconha às bebidas alcoólicas e prevê dupla arrecadação: na concessão de alvará para cultivo e, posteriormente, na tributação relativa à comercialização. Cada onça (28 gramas) de maconha vendida geraria, consoante exposição de motivos do projeto Ammiano, arrecadação tributária de 50 dólares. A manifestação do governador empolgou Ammiano, que já fala que cada cigarro de maconha sairia para o consumidor a 1 dólar, “uma bagatela”, segundo o parlamentar.

A Califórnia tem um legislação que permite, mediante receita médica, a comercialização da maconha para fins terapêuticos. A venda oficial, nestes casos, permitiria ao estado da Califórnia arrecadar, anualmente, 200 milhões de dólares. Essa fatia de “arrecadação terapêutica” é também pretendida pelos estados de Minnesota, New Hampshire e Rhode Island, onde tramitam em regime de urgência iguais projetos legislativos. Na entrevista coletiva, Schwarzenegger frisou: “Estou aberto para avaliar qualquer ideia voltada para criar receitas extras. E penso ter chegado a hora de iniciar o debate sobre a legalização da maconha para consumo recreativo”. (grifos meus)

Ou seja: quando o calo aperta, vale tudo. Até virar um liberal quando o assunto são as drogas. O interessante é a tucanagem master dada pelo governator quando diz que é chegada a hora de legalizar a maconha para “consumo recreativo” (seja lá o que isso signfique).

Enfim, deixando o governator de lado, Obama tem uma grande oportunidade nas mãos: já que a “War on Drugs” fracassou por completo e a crise bate à porta dos EUA, talvez seja a hora de se discutir seriamente a liberalização de algumas drogas, definindo tipos de utilização e meios de comercialização. E iniciar um trabalho preventivo junto à população para reduzir o consumo das drogas mais nocivas, enfrentando inclusive poderosas indústrias de drogas que já estão legalizadas, como o cigarro por exemplo.

Externamente, Obama pode parar com a baboseira existente na “War on Drugs” de simplesmente destruir plantações e enviar montanhas de dinheiro a governos do mundo inteiro só para repressão. Como já disse antes, países são movimentados pela grana das plantações de drogas ilícitas. A menos que se forneçam outras oportunidades econômicas às pessoas que lá vivem, elas continuarão na mesma atividade e só terão cada vez mais raiva do governo norte-americano.

Tema espinhoso, obviamente aberto para debate na caixa de comentários.

As Crônicas de Brasília: o juizão, a imprensa e o terceiro mandato

Clique abaixo para ler as crônicas. Ah, elas não são de mentirinha não.

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Uma novela ruim e uma elite pior ainda

Marcos Matamoros, da “Torre de Marfim”, fez um bom post sobre a sofrível qualidade da novela “Caminho das Índias”. Eu até ia escrever um dia sobre a novela, mas estava com muita preguiça. O Marcos me quebrou um galho. Falou tudo que eu queria num texto simples, curto e grosso. Vão lá e leiam.

Pois bem, assim como quem não quer nada, a blogueira Nariz Gelado foi lá e escreveu o seguinte comentário:

Me parece que, com uma média de 40 pontos no Ibope, dá para dizer que a novela está em sintonia com o paladar cultural da nação. Um horror. Mais ou menos como a popularidade do Lula. Exceto que esta última define o destino do país – e que discutir o discernimento político das massas é ‘elitismo’. O cultural tá liberado.”

O comentarista João Paulo Rodrigues foi lá e respondeu o seguinte:

“Mais ou menos como a popularidade do Lula.”
Não. O do Lula é o dobro.

“e que discutir o discernimento político das massas é ‘elitismo’.”

A simples conjugação do termo “massas” com “política” já começa a deslegitimar a aproximação de quem quer “discutir”. Geralmente é elitismo. Outras vezes, miopia. Na verdade, não se quer discutir nada, mas condenar com argumentos rasteiros e, se possível, encontrar um forma de dar um by pass nesta so called “massa”.
Enfim, apelando a Machado, é a filosofia da ponta do nariz.”

JPR, nem sei se você é leitor do “A Volta…”, mas concordo com tudo o que você disse, letra por letra, vírgula por vírgula, ponto por ponto.

Contudo, gostaria de acrescentar o seguinte: pra que discutir o discernimento político das “massas”, se a gente pode discutir o discernimento político das “elites”? É bem mais divertido. 

Não acreditam? Bem, é só darem uma espiada nesta convocação para um abaixo-assinado de apoio ao senador Mão Santa. Não dêem risada, é sério. Tá bom, dêem risada escondido. Ah, tudo bem, caguem-se de rir. Uma piada dessas não aparece todo dia na nossa frente.

Abaixo-assinado pro Mão Santa? Isso você só vê nas “elite” do Brasil!

P.S.: escrevi errado mesmo. Prefiro ser parte da “massa” que vê “Caminho das Índias” a pertencer à elite que apóia o Mão Santa. 

Caminho livre para os brasileiros

bocaeliminadoEu adoro a Libertadores, pra mim o “torneio de futebol mais difícil do mundo”. Ano passado, acompanhei atentamente o campeonato pois o meu glorioso Santos estava participando. Este ano, devido a ausência do alvinegro praiano, apenas leio as notícias que saem sobre os jogos.

Pois bem, e não é que ontem aconteceu o impossível? O Boca Juniors foi eliminado da Libertadores! De 2000 pra cá, em 9 torneios disputados, o time argentino foi campeão de 4 edições (2000, 2001, 2003 e 2007) e vice em 2004. Pra saber como foi o jogo, leia o texto do Olé “Y ahora quién podrá defenderlos?” (uma alusão sarcástica ao glorioso Chapolin Colorado).

Bem, pros times brasileiros esta eliminação do Boca significa muita coisa. Tirando 2008 (quando o Boca foi eliminado pelo Fluminense nas semi-finais), em todos os outros anos ou o Boca ganhou de algum brasileiro e foi bem no torneio ou então foi eliminado antes e algum time brasileiro chegou às finais. Vejam neste resumo as participações do time argentino:

  • 2000: campeão em cima do Palmeiras;
  • 2001: campeão (eliminou o Vasco nas quartas e o Palmeiras nas semi-finais);
  • 2002: eliminado nas quartas pelo Olímpia (Paraguai), o qual foi campeão em cima do São Caetano;
  • 2003: campeão em cima do Santos (eliminou o Paysandu nas oitavas-de-final);
  • 2004: vice-campeão (eliminou o São Caetano nas quartas-de-final);
  • 2005: eliminado nas quartas pelo Chivas (São Paulo foi campeão em cima do Atlético Paranaense);
  • 2006: nem disputou o torneio (que vergonha!), e houve outra final brasileira entre São Paulo e Internacional (os colorados foram campeões);
  • 2007: campeão em cima do Grêmio.

Pelo que foi mostrado acima, não há dúvidas de que o time argentino é o verdadeiro “fantasma” da Libertadores para os times brasileiros nos últimos tempos.

Moral da história: com o Boca fora da parada e com 4 times nas quartas-de-final, o Brasil tem uma chance enorme de vencer a Libertadores. São Paulo, Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras estão na disputa. Os dois primeiros se enfrentam, o Grêmio pega o frágil Caracas e o Palmeiras enfrenta o Nacional (Uruguai). Se Grêmio e Palmeiras confirmarem o favoritismo, teremos necessariamente três brasileiros nas semi-finais.

Sei não, mas pode até ser que dê final brasileira (o que seria uma desonra à Conmebol, que mudou as regras do torneio justamente depois de duas finais brasileiras seguidas, em 2005 e 2006 – pra quem não sabe, a partir de 2007, dois times do mesmo país devem necessariamente se enfrentar nas semi-finais justamente pra que se evite uma final entre times do mesmo país. Será que eles imaginavam que, hipoteticamente, o Brasil poderia enviar três times às semifinais do torneio, tornando a regra deles inócua?).

Crédito foto: Reuters / Marcos Brindicci

É assim que se trata a educação por aqui

escolassaopaulo

Charge de Cláudio de Oliveira – Jornal Agora São Paulo, 19.5.2009

Pra você que não sabe do que se trata a charge acima, clique abaixo para entender o ocorrido.

Continue lendo ‘É assim que se trata a educação por aqui’

O WordPress quer me derrubar

Duas semanas atrás, fiz um post comemorando 50 mil visitas a este humilde blog.

Qual não foi a minha surpresa ao notar que o contador do WordPress resolveu regredir e agora diz que o blog tem pouco mais de 49.200 visitas? (está lá no lado direito da página, veja).

Pra não acharem que eu estava de sacanagem, segue aí abaixo as estatísticas do blog, originadas adivinhem por quem? Pelo próprio WordPress. Façam a conta: dá 51.517 visitas. Tirando 2007, quando eu apenas criei o blog pra teste, temos 51.312 visitas. Ou seja, o WordPress ou quer me derrubar ou não está contando direito o número de pessoas que vem aqui.

wordpress_louco

Conclusão: pode ser que eu tenha tido apenas umas 200 visitas neste tempo todo de funcionamento. E continuei escrevendo, alegre com as falsas estatísticas do WordPress.

Patético, não? :)

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