Arquivo para Junho, 2009

15 anos de Plano Real

1realPara iniciar este texto, uma citação daqui.

“Em 1992, apenas quatro países em todo mundo tiveram inflação superior a 1.000% – Rússia, Ucrânia, Zaire e Brasil. Este é o cenário da economia brasileira antes do Plano Real e o principal motivo que levou a equipe econômica do presidente Itamar Franco a apresentar mais uma tentativa de reorganizar a política fiscal e monetária do País. Em 1º de julho de 2009 o Plano Real comemora 15 anos de sua moeda e o fato de ter alcançado seu principal objetivo. Nestes últimos 15 anos, a inflação acumulada no Brasil foi de 244%, ou 9% dos 2.477% registrados apenas no ano de 1993.”

Só para termos uma idéia, a inflação acumulada nos 14 anos e meio anteriores ao Plano Real foi de 11.252.275.628.119% (IPCA/IBGE). Ou seja, é impossível não falar deste importante e exitoso plano de estabilização, o qual completará 15 anos amanhã.

Como acredito que vou me alongar um pouco na discussão, se você quiser continuar a ler o texto, clique no link abaixo. E acreditem que eu farei de tudo para que o texto não seja voltado exclusivamente para economistas.

Continue lendo ‘15 anos de Plano Real’

De volta à vida real

Galera, minhas férias acabaram. Volto a escrever com alguma frequência aqui pro blog a partir de agora.

Sobre as férias em si, “espetacular” é a palavra que posso usar a respeito delas. Viajei pra um lugar muito bonito e se eu tivesse 10% da capacidade que a Lúcia Malla tem pra fazer diários de viagem, eu faria algo do tipo. Como eu não tenho, não vou enchê-los com descrições tolas. Apenas digo o seguinte: vi neve pela primeira vez na vida. Aquilo é espetacular mesmo, daqueles fenônemos que faz você acreditar o quão complexo e bonito é o nosso mundo. Também estive acima das nuvens e se eu arranjar uma foto que ficou boa deste momento ímpar, juro que posto por aqui.

Fiquei quase 10 dias sem ver TV nem acessar internet. Foi de propósito mesmo. Parece que você fica mais leve, sei lá, uma falsa sensação de que os problemas do mundo não te atingirão. Lógico que isso, se feito por muito tempo, leva a uma alienação absurda: eu, por exemplo, estava numa zona afetada pela influenza H1N1 e nem me dava conta disso. O problema simplesmente parecia não existir para mim. Agora é aguardar mais 7 dias pra confirmar que esse troço de fato não me atingiu.

O engraçado foi a “atualização” de notícias que tive na própria fila do check-in no aeroporto. O Michael Jackson já tinha morrido há quase 1 dia e eu não sabia de absolutamente nada. Aliás, foi bom ter ficado sem esse tipo de notícia: sei lá, não gostava do cantor e não tenho uma música sequer dele no meu mp3 player, mas o simples fato da morte dele parece que torna as coisas um pouco mais tristes. Algo que eu não consigo explicar, por mais que tente.

Estes quase 10 dias sem internet fizeram com que uns 7 comentários ficassem represados na moderação, um número elevadíssimo para este blog. Vi que o post sobre o documentário do Simonal deu um bom pano pra manga e pretendo escrever com mais calma, algum dia, sobre ele. O que vejo ainda é muita raiva sobre o cara, dando-lhe um poder de “delator artístico da ditadura” que simplesmente, ao meu ver, ele não tinha. Foi disso que tentei falar no post, elogiando o documentário por apresentar tal ponto de vista. O Samurai já tinha apresentado uma tese interessante sobre o documentário, o que, quando comentei por lá, disse que daria material para um outro documentário. Mas, enfim, alongo-me mais sobre o assunto num outro dia de maior inspiração.

Dei também um tempo na leitura de “Os Irmãos Karamazovi” durante as férias. Aliás, o número de posts deve se reduzir um pouco por conta da leitura deste extenso livro. Prometo que falo dele assim que terminar a leitura. Devo ter lido uns 2/5 dele e, por enquanto, o livro está espetacular.

Enfim, o ruim das férias é que elas acabam. O bom é que voltamos a fazer coisas legais do nosso dia-a-dia, tal como escrever no blog. :)

Férias!

É isso aí. Estou de férias por duas semanas e pretendo não escrever nada por aqui neste período. Comentários serão liberados e talvez eu responda a algum deles.

Mas, enfim, vou viajar e descansar bastante. Espero voltar com energias renovadas.

Até mais!

E eu reclamando do meu trabalho…

Rotina dura mesmo quem tem é esse cara do comercial.

P.S.: comercial muito bem bolado e que, acima de tudo, mostra o produto de uma maneira bem criativa.

Sete Vidas

setevidas“Sete Vidas, com Will Smith, merece um lugar nessa lista.”

A frase acima foi escrita pela Tati num comentário do post sobre os melhores filmes de 2008. Eu nem sabia que filme era esse (até por isso não poderia colocá-lo na lista dos meus melhores do ano passado), mas fiquei com o nome na cabeça. Como tenho bastante consideração pelos comentários aqui feitos, disse a mim mesmo que veria o filme tão logo ele chegasse nas locadoras.

Pois bem, na locadora aqui do bairro ele chegou na sexta-feira e eu o aluguei.

Pensei muito antes de escrever este post, tentando achar uma maneira de fazer uma sinopse (coisa que sempre faço quando comento os filmes) sem estragar a surpresa pra quem não viu “Sete Vidas”. Bem, não consegui. Simplesmente não vou falar do filme porque se eu o fizer, com certeza vou contar alguma coisa importante e farei com que vocês percam a surpresa que o filme reserva bem lá no final.

É, é isso mesmo. Você só entende tudo que acontece lá no finalzinho do filme. Você tem até algumas pistas antes, mas só comprende mesmo tudo se ficar e assistir até o fim. Por isso, eu digo: tenham muita fé. Parece que não tem sentido, parece que a história não vai acabar, mas ela acaba e eu garanto que vocês entenderão tudo o que aconteceu.

E este é o mérito do filme. Ele é um baita drama com requintes de suspense, que guarda o segredo do protagonista Ben Thomas (Will Smith) até o finzinho mesmo. Você com certeza fará perguntas como “Pô, o que ele tá fazendo?”, “Quem é esse mané afinal?”, “Ele tá de sacanagem?”, “Será que ele tem algum poder sobrenatural?” e outras parecidas. Todas elas serão respondidas.

Will Smith mais uma vez tem uma grande atuação. Ele é um dos responsáveis por não revelar o que acontecerá ou o porquê de suas ações. Os outros dois são o diretor, Gabriele Muccino, e o escritor da trama, Grant Nieporte. Aos três, meus sinceros parabéns.

Voltando ao início do post, Tati estava certa. Tivesse eu visto “Sete Vidas” em 2008 e ele teria entrado na lista dos meus melhores do ano. Filme mais do que recomendado, que inclusive defende uma causa nobre (obviamente, não a contarei aqui). Só lhes dou uma dica adicional para verem o filme: não leiam sinopses sobre ele, aliás, nem vejam nada que diga respeito ao filme. Qualquer informaçãozinha que vocês tiverem e a surpresa se estraga. Aposto que vocês me dirão depois o quão válida foi esta dica.

Sábado Musical, n° 2

Há 20 anos atrás, acontecia o Massacre da Praça da Paz Celestial. Pedro Dória fez ótima análise sobre o evento; NPTO exaltou a coragem daquele carinha que ficou na frente dos tanques.

Eram os ventos da mudança, soprando na China e no Leste Europeu. Se aquela não mudou muito politicamente, economicamente houve uma completa transformação. Quanto ao Leste Europeu, nem preciso dizer nada.

A música abaixo exalta estes ventos da mudança. Um daqueles clássicos eternos, que todos sabem cantar.

Bom fim de semana!

Scorpions, “Wind of Change” (1990)

Bill is dead

david_carradine6

E olha que não foi a Noiva que o matou

É, o Bill morreu.

Tudo bem, você pode achar que David Carradine é o eterno “Gafanhoto” de Kung-fu (o Hermenauta fez até um post com o título “Adeus Gafanhoto”). Você pode até achar que ele não era o cara certo pra fazer o papel do Bill (o Samurai, por exemplo, disse que o Warren Beatty teria dado mais charme ao personagem).

Porém, eu não vi um episódio sequer da série “Kung-fu”. E vi os dois “Kill Bill”. Achei sensacional o Volume 1 e melhor ainda o Volume 2. Como é então que eu vou chamar Carradine de outro nome que não Bill?

Aliás, parece que ele se matou. E não foi com a infame Five Point Palm Exploding Heart Technique mas sim se enforcando. O que é triste e nos leva a pensar o que se passou na cabeça da pessoa quando quis tirar a sua própria vida.

Enfim, Carradine: para mim, você será o eterno Bill. Mesmo que em um passado longínquo tenha sido um inseto aí da vida. 

P.S.: coloquei este post na categoria Quadrinhos porque a teoria de Bill sobre o Superman e a raça humana é um tanto quanto interessante. Os diálogos espetaculares de Kill Bill 2 podem ser vistos aqui. A teoria sobre o Superman você vê clicando no link abaixo.

Continue lendo ‘Bill is dead’

AF447 e a histeria dos portais

Toda a nossa solidariedade às vítimas do AF447. Um milagre até pode ter acontecido, mas a probabilidade é baixíssima. Enfim, pra alguém que tem muito medo de avião como eu, esse fato só deixa tristeza e consternação.

Não vou divagar sobre o acidente. Se quiserem ver o melhor texto sobre a queda do avião, vejam este post do Hermenauta. O cara conseguiu escrever e informar melhor que toda a imprensa escrita, falada e televisionada do país no dia de hoje. Depois de lerem o texto, digam se eu exagerei na afirmação anterior.

Eu quero falar mesmo é da afobação dos portais de internet com o acidente. Uma colega do meu trabalho conseguiu pegar isso aqui no Terra, por volta de 14h15:

terra_barriga_1

Viram isso? Os caras já tinham preparado uma notícia sobre o encontro do avião no Oceano Atlântico. Ao clicar no respectivo link, nenhuma página abria. Notem que, entre parênteses, há uma mensagem clara: N PUBLICAR. Eu entendi como “não publicar”. Aposto que se encontrassem o avião, o Terra mandaria a notícia pra primeira página do portal, mesmo sem conteúdo algum.

Só pra comprovar a afobação, veja esta mesma página acima, acessada 2 minutos depois:

terra_barriga_2

A minha colega deu sorte de pegar tal “barriga”. Mas o ponto pra mim é o seguinte: quando ocorre um evento como a queda do AF447, os portais de internet (alguns deles ligados a grandes grupos jornalísticos nacionais) criam uma histeria coletiva de informações. Qualquer coisa que aparece, eles colocam. É uma avalanche de informações sem apuração e muita, mas muita, especulação. Só hoje, li “n” explicações para o acidente: raio, turbulência, pane elétrica, bomba…

O que interessa pra eles é colocar qualquer coisa, contanto que dêem “furos”. Pra mim, ao fazerem isso, eles só prestam um grande desserviço à população. É por isso que o texto do Hermenauta bastou para que eu compreendesse o que estava ocorrendo.

Como relembrar é viver, o UOL já fez algo pior. Quando Mário Covas estava nas últimas, o portal já tinha colocado uma página ativa com a chamada da morte do ex-governador. A razão é óbvia: publicar, ao primeiro segundo da morte de Covas, uma chamada sobre o fato na página principal do portal.

Olha, eu não sei como estes caras que tocam UOL, iG, Terra, G1, Estadão, etc, etc., enxergam o negócio da informação na era da internet. Talvez eles achem que as coisas devam ser tão rápidas que a qualidade é um detalhe pequenino. Bem, pra mim não é. E é por isso que eu me recuso a ler qualquer coisa sobre o acidente do AF447 até que a histeria geral tenha passado.


Categorias

Calendário

Junho 2009
S T Q Q S S D
« Mai   Jul »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

Acessos

  • 77,115 hits

Licença