Conforme tinha prometido num post anterior, fui em alguns eventos da Virada Cultural paulistana e adorei! Foi sensacional o caldeirão de cultura que invadiu essa cidade por 24 horas. Demais mesmo. Nunca tinha ido no evento e não sabia o que havia perdido até então. Como eu gosto bastante de música, fui em vários shows. Veja abaixo:
Tudo começou no sábado 26, quando fui até a Av. Ipiranga para ver o show de Mariana Aydar num palco pequeno porém bastante agradável (o local é em frente ao famoso edifício Copan, uma obra de Niemeyer). E a moça fez um show muito bom! Com grandes interpretações de sucessos da MPB (“Vai Vadiar”, “Zé do Caroço”, “Menino das Laranjas”) e músicas próprias belas como “Deixa o verão”, ela alegrou a galera que via o show. Seu sanfoneiro (também tecladista) e seu guitarrista mandavam muito bem e o público até arriscou uns passinhos de forró e de samba. A “Virada” tinha sido aberta oficialmente! (ao lado, foto de Karina Rodrigues, cujo flick é este aqui).

Domingo de manhã, é hora de ir ao Largo do Arouche para o Baile! Por lá passaram Maria Alcina e Nelson Ned, mas eu aportei mesmo no local às 11h para ver o grupo The Jordans (quem não conhece a biografia do grupo [incluo-me neste grupo] pode ver algo aqui). Muito rock das antigas instrumental e um show legal. Os guitarristas mandavam muito bem, fazendo solinhos bem bacanas e divertidos. Pra encerrar o show, o grande sucesso do Dick Hale, “Punpkin and Honey Bunny Misirlou”, um primor da guitarra! (acho que é essa a música – pra quem não conhece, é aquela do Pulp Fiction que depois o Black Eyed Pies remixou para fazer “Pump it”).
Às 15h, fui ao Palco São João (o maior de todos) para ver a tão falada Orquestra Imperial (conheço muito pouco deles, apenas sei que no grupo tem o Rodrigo Amarante, o qual era um dos cabeças do Los Hermanos; a outra coisa que eu sabia era que eles tocavam samba das antigas, tipo Noel Rosa). Tava bem cheio o lugar, de modo que pouco pude ver da banda. Mas ouvi o som e gostei dos sambinhas que eles tocam, apesar de eu desconhecer quase todas as músicas (só sabia as que eles tocaram no bis: “Patrícia”, música do Caetano, e “Eu bebo sim”). Mas a muvuca existente era um indicativo claríssimo de que o show do Ben Jor (que seria depois), estaria lotadaço (ao lado, foto da Orquestra Imperial tirada por Ricardo Somera, cujo flickr é este).
O legal nesse show foi que eu fiquei tão longe do palco que acabei vendo uma performance artística bem interessante: na ponta de um guindaste, a uns 6 metros de altura, ficavam uns caras e umas minas dançando em pleno ar, em cima de um sofá aéreo! Muito louco! Era impossível não se perguntar como é que eles não tinham medo de cair e se espatifar no chão! O negócio era tão legal que na hora que o show da Orquestra esfriou, o pessoal prestou mais atenção foi na performance… (foto de Anderson Costa, cujo flickr é este).
Pra encerrar o dia, voltemos ao Baile do Arouche. Às 17h, show de Simoninha com participação do irmão Max de Castro. A apresentação foi uma homenagem ao pai dos dois, Wilson Simonal, através da execução do repertório do álbum “Alegria Alegria Vol. II ou Quem Não Tem Swing Morre com a Boca Cheia de Formiga”, de 1968. Já tinha falado do Simonal por aqui e pouco conhecia dele (o que me motivou a ir na apresentação). MUITO BOM! O Simoninha eu já conhecia e sabia da qualidade que ele tem. Junte-se isto a um repertório bem montado e pronto: foi impossível ficar parado! Foi samba-rock, soul, forró, gafieira… enfim, uma alegria só. Fora isto, tinha o fato de que não havia uma grande multidão no Arouche, ou seja, havia mais espaço para ver o palco e para arrastar pé. E olha que eu conhecia algumas músicas cantadas pelo Simonal, mas não sabia que conhecia. Exemplos: as ótimas canções “Zazueira”, “Paraíba” (música do grande Luiz Gonzaga), “Meu limão meu limoeiro”, “País Tropical”, “Vesti Azul” e a impagável “Sá Marina” (regravada recentemente por Ivete Sangalo). A foto ao lado é de Flávia Durante, flickr aqui.
E meu dia se encerrou assim. Ia tentar ver o Jorge Ben Jor no palco São João, mas ao chegar perto do show três coisas me fizeram voltar pra casa: o cansaço, a muvuca master que havia por lá e o som que, da distância onde eu estava, não estava sendo muito bem escutado. Mas acho que foi um bom show e quem foi deve ter curtido.
Pô, bem legal. Dois dias, quatro shows na faixa. Aparentemente, 4 milhões de pessoas assistiram ao evento e nenhum incidente mais grave ocorreu (ainda bem!). Eventos bacanas como este têm de ser incentivados em todo o Brasil e São Paulo literalmente pulsou nestes dois dias (fora o fato de que o centro da cidade se encheu de vida à noite quando, justamente pela deterioração que sofre, nos dias comuns aquilo é um deserto; acreditem: o centro da cidade é muito bonito, falta revitalizá-lo de alguma maneira - falo isso pois passei à noite por lá, o que normalmente não faria pois o local é deserto, sem segurança, etc, etc…).
E você, foi em algum evento? Se sim, comenta por aqui colocando as fotos que você tirou, ou o endereço do seu blog com algum post sobre a Virada ou apenas escreva um singelo comentário. Façam a galera que lê o “A Volta…” acreditar que a Virada Cultural foi um sucesso! Eu já estou no aguardo da edição 2009!
P.S.: no próprio sítio da Virada havia a disponibilidade de acessar o Flickr com as fotos que as pessoas tinham feito do evento. Como gosto deste caráter de compartilhamento de informações / fotos / notícias entre internautas, coloquei fotos tiradas pelas próprias pessoas que foram no evento, dando-lhes os respectivos créditos. Se você tirou alguma das fotos que coloquei acima e não gostou disso, me avise (apesar de eu achar que ninguém fará isso, né?). Aliás, a foto do show do “The Jordans” fui eu mesmo que tirei e quem quiser pode usá-la numa boa, ok?
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